Revista Forum Democratico

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Pubblicazione dell’Associazione per l’Interscambio Culturale Italia Brasile Anita e Giuseppe Garibaldi • Nº 123-124 Ano XIV - Janeiro / Fevereiro 13 - R$ 10,00 PODE SER ABERTO PELA ECT E MAIS: ENTREVISTA • HISTÓRIA ITALIANA • TURISMO • CINEMA • ARTES PLÁSTICAS • FOTOGRAFIA Especial Eleições 2013 Encarte
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    24-Feb-2016
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Nº 123- 124 - Ano XIV - Janeiro / Fevereiro 13 - R$ 10,00

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  • Pubblicazione dellAssociazione per lInterscambio Culturale Italia Brasile Anita e Giuseppe Garibaldi N 123-124 Ano XIV - Janeiro / Fevereiro 13 - R$ 10,00

    PODE SER ABERTO PELA ECT

    E MAIS: ENTREVISTA HISTRIA ITALIANA TURISMO CINEMA ARTES PLSTICAS FOTOGRAFIA

    Especial Eleies 2013

    Encarte

  • D E M O C R A T I C O

    NOSSA CAPA

    A n o X I - N o 1 2 3 - 1 2 4 - J a n e i r o / F e v e r e i r o 2 0 1 3

    05 agenda cultural05 Os melhores eventos esto aqui. 16 Nessuno pu portarti um fiore, di Pino

    Cacucci.

    16 encarte

    06 editorial06 Eleies do parlamento italiano: porque bom votar.

    11 Risoto de Abbora com Camaro

    11 gastronomia

    turismo1212 Jalapo: Virgem e misteriosoOlga Cavalcante

    09 Congiuntura Italia.

    08 Congiuntura Brasile.

    08 Brasitalia 2013.

    08 comunit

    10 Aproveite nossas sugestes imperdveis.

    10 s compras cultura30

    Artes Plsticas34 Jorge Fonseca, A arte do Mineirim.Marisa Oliveira

    Fotografia30 So Gonalo e os Santos Reis., ensaio de Luis Alvarenga.

    20 Italia

    20 Il mito di Garibaldi e gli italiani di So Paulo.

    Storia italiana

    24 Alessandro Barill - De bem com a vida

    Emigrazione

    26 Segurana no Rio de Janeiro - Quatro anos de UPPs

    Brasil

    33 Os 3 desejos de Otvio C, de Pedro Eiras e Extratextos 1- Clarice Lispector, personagens reescritos, org. Mayara R. Guimares e Luis Maffei.

    Literatura

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  • f o r u mD E M O C R A T I C O84

    Janeiro / Fevereiro 13

    La rivista Forum Democratico una pubblicazionedellAssociazione per linterscambio culturale Italia Brasile Anita e Giuseppe Garibaldi.

    Comitato di redazione Giorgio Veneziani, Andrea Lanzi, Arduino Monti, Mauro Attilio Mellone, Lorenzo Zanetti (em memria).

    Direttore di redazione Andrea Lanzi

    Giornalista ResponsabileLuiz Antonio Correia de Carvalho (MTb 18977)

    RedazioneAvenida Rio Branco, 257/1414 20040-009 - Rio de Janeiro - [email protected]

    Pubblicit e abbonamenti Telefax (0055-21) 2262-2934

    Revisione di testo (portoghese)Marcelo Gargaglione Lopes, Clara Salvador.

    Hanno collaborato: Cristiana Cocco, Marisa Oliveira. Logotipo: concesso da Ncleo Cultura talo Brasileira Valena

    Stampa: Grfica Opo Copertina: Tiago Morena

    Impaginazione: Tiago Morena Patrcia FreitasSambacine ProduesAna Maria Moura

    Dados internacionais de catalogao

    na fonte (CIP) Instituto Brasileiro de

    Informao em Cincia e Tecnologia -

    Forum Democratico/ Associazione per

    linsterscambio culturale italo-brasiliano

    Anita e Giuseppe Garibaldi - No.0 (mar.

    1999) - Rio de Janeiro: A Associazione,

    1999 - v. Mensal. - Texto em portugus e

    italiano - ISSN 1516-8123 I. Poltica - Itlia

    - Brasil - Peridicos. 2. Difuso cultural -

    Itlia - Brasil - Peridicos. I. Associazione

    per linterscambio culturale italo-brasiliano,

    Anita e Giuseppe Garibaldi.

    CDU 32:316.7(450 + 81)(05)

    Um ano novo com eleies na Itlia e segurana no Rio de Janeiro

    A paixo pela poltica marca da Forum Democratico, com declarada opo pelo melhor para a maioria. Diante das eleies polticas na Itlia que se aproximam, a Forum Democratico apresenta reflexes importantes, como o modelo de voto dos italianos que moram no exterior. Que no sejam

    desperdiadas!Nas Artes, destaque para o mineirim Jorge Fonseca, que mineirim mineirim, acostumado de pequeno s linhas e retalhos, vai de maquinista a artista plstico, com obras marcantes, inteligentes, geniais mesmo!As obras da seo Literatura, da Oficina Raquel, marcam o ano

    de Portugal no Brasil e apresentam essa mistura de penas brasileiras e portuguesas, to rica e original, oferecendo aos leitores a reescritura de personagens de Clarice Lispector e um romance de Pedro Eiras.Original ainda a dica de turismo: Jalapo, considerado o maior atrativo do Tocantins e ainda virgem e misterioso, conforme nos conta Olga Cavancante.

    Vik Muniz em So Paulo, como curador da Buzz - Mostra de Op-Art, e o espetculo Rock in Rio - o Musical, no Rio de Janeiro, so boas opes da Agenda Cultural.Na seo Emigrao, Alessandro Barill fala de suas experincias e sentimentos como emigrante. Um italiano de bem com a vida no Rio de Janeiro.

    Segurana - o secretrio de Estado Jos Mariano Beltrame responde s questes colocadas pela revista Forum Democratico e firma, com suas respostas, os alicerces do projeto que tem trazido paz e esperana para o Rio de Janeiro.

    e x p e d i e n t e

    Carta do leitor

    Nota do Editor

    Quero parabenizar os editores da Forum Democratico pela edio novembro/dezembro. Rica em temas, pontos de vista e imagens.

    Silvio Ribeiro, Janeiro 2013, por email.

  • f o r u mD E M O C R A T I C O 5

    Janeiro / Fevereiro 13

    Rock in Rio - o Musical

    Grande Sala da Cidade das Artes End.: Av. das Amricas, 5.300, Barra da Tijuca, RJ; Tel.: (21) 3808-2020; 5 e 6, s 21h30; sbado, s 17h e 21h30; domingo, s 16h e 20h30.; At 28 de abril.; Ingressos: 5, 6 e dom., s 20h: R$ 40,00 (camarote lateral 9 e 10 - nvel 3); R$ 85,00 (Camarote lateral 3 e 4 - nvel 2 e Camarote central 7 e 8), R$ 100,00 (Camarote central 1 e 2 e frisa lateral 3) e R$ 120,00 (plateia). Sb. e dom., s 16h: R$ 70 (camarote lateral 9 e 10 - nvel 3); R$ 110,00 (Camarote lateral 3 e 4 - nvel 2 e Camarote central 7 e 8), R$ 130,00 (Camarote central 1 e 2 e frisa lateral 3) e R$ 160 (plateia). Classificao: 14 anos; Durao: Aprox. 180 min; Capacidade: 1224 lugares (e espao para 2 cadeirantes).

    Considerado uma das maiores peas musicais realizadas no Brasil, Rock in Rio - o Musical, atravs da apresentao de 50 canes que marcaram as edies dos festivais Rock in Rio, uma mistura de fico e fatos que aconteceram na trajetria dos eventos. 25 atores dirigidos por Joo Fonseca, com arranjos executados ao vivo, no palco, por uma banda, interpretam clssicos, como Love of my Life (Queen), Pro dia nascer feliz (Baro Vermelho), Youve got a friend (James Taylor), entre outras canes. O poder transformador da msica une dois jovens - Sophie e Aleph. A primeira afirma detestar msica, o rapaz, tmido, s se comunica atravs dela.

    Textos e verses: Rodrigo Nogueira; Dir. Musical: Delia Fischer; Elenco: Yasmin Gomlevsky, Hugo Bonemer, Lucinha Lins, Guilherme Leme, entre outros.

    agenda cultural

    You Dont Believe in Love But I Believe in You apresenta a celebrada artista britnica Tracey Emin na inaugurao da filial da White Cube, considerada a maior galeria de arte do Reino Unido. Expressionistas, os trabalhos de Tracey esto sendo apresentados sobre uma enorme gama de suporte, incluindo neons, esculturas, pinturas, guaches, desenhos em monotipia e bordados. Distorcendo as fronteiras entre vida e arte, as obras so marcadas por traos intensamente pessoais da artista.

    White Cube Rua Agostinho Rodrigues Filho, n 550 SP, Tel.: (11) 4329-4474; Horrios: de 3 a Sb., das 11h s 19h, Ingressos: Entrada franca, classificao livre. At 23 de fevereiro de 2013.

    You Dont Believe in Love But I Believe in You (Voc no acredita no amor mas eu acredito em voc)

    Fotos Guido Melgar /Divulgao

    MUSICAL

    Buzz - Mostra de Op-Art

    GALERIA NARA ROESLER Av. Europa, n 655 Jardim Europa, SP, Tel.: (11) 3063-2344; Horrios: de 2 a 6 , das 10h s 19h; Sb., das 11h s 15h, Ingressos: Entrada franca, classificao livre. At 16 de fevereiro de 2013.

    EXPOSIO

    A mostra coletiva Buzz, com curadoria de Vik Muniz, dedicada exclusivamente Op-Art (arte tica). Entre os artistas brasileiros, foram selecionadas obras de Abraham Palatnik, Israel Pedrosa e Waldemar Cordeiro. Esto presentes na mostra a inglesa Bridget Riley, o francs Franois Morellet, bem como novos artistas, tais como Fred Tomaselli, Olafur Eliasson, Tauba Auerbach e Waye Morellet. Buzz foi concebida para dar continuidade ao Roesler Hotel, projeto curatorial que promove dilogos entre o Brasil e a comunidade mundial das artes plsticas.

    Reproduo: Marcos Chaves

  • f o r u mD E M O C R A T I C O86

    Janeiro / Fevereiro 13

    e d i t o r i a l e

    Il 24 e 25 febbraio gli italiani eleggono il nuovo parlamento; votano anche gli italiani che risiedono allestero che scelgono 12 deputati e 6 senatori. Il voto allestero prevede un sistema proporzionale senza

    premio di maggioranza e il diritto degli elettori di scegliere i propri

    rappresentanti con il voto di preferenza. Lopposto di quanto accade in

    Italia dove la legge elettorale stata classificata come una porcata dal

    suo inventore, Roberto Calderoli della Lega Nord. Gli elettori residen-

    ti allestero sono complessivamente (dati del 2011) 4.115.235, cos

    suddivisi nelle quattro circoscrizioni: 2.307.683 in Europa; 229.312 in

    Oceania, Africa e Asia; 388.904 in America settentrionale e centrale;

    1.283.078 in America Meridionale. In America Latina il numero degli

    elettori nei principali paesi il seguente: 298.370 in Brasile; 664.387

    in Argentina; 88.312 in Uruguay; 113.271 in Venezuela. Tranne che in

    Venezuela, la grande maggioranza di questi elettori non nata in Italia; in

    Brasile la percentuale dei nati in Italia non arriva al 30% del totale, anche

    se si assiste ad un nuovo flusso migratorio di imprenditori e di personale

    specializzato. Sempre in Brasile le richieste inevase di riconoscimento della

    cittadinanza italiana coinvolgono centinaia di migliaia di persone e, forse, il

    numero non maggiore perch i tempi di attesa sono scandalosamente

    elevati. Anche altri paesi assicurano ai loro cittadini che abitano alleste-

    ro il diritto di eleggere i propri rappresentanti o pi spesso il loro

    presidente, con il voto per corrispondenza o presso le sedi diplomatiche;

    lItalia , invece, lunico paese in cui possono essere eletti da chi risiede

    allestero solo candidati che, ugualmente, risiedono stabilmente fuori dal

    territorio nazionale. Questa particolarit ha forse voluto, nelle intenzioni

    del legislatore, rafforzare il ruolo specifico dei parlamentari eletti allestero

    di portavoce degli interessi propri di chi li ha eletti. Esaminiamo le ragioni

    per cui importante e utile votare per il parlamento italiano per chi abita

    allestero. Il fatto di essere nati in Italia rende pi probabile aver maturato

    diritti nel campo previdenziale; e quindi soprattutto per questa fascia di

    elettori pu essere importante eleggere parlamentari impegnati a fare

    piazza pulita di assurdi legislativi voluti dal governo di centro destra; per

    fare un esempio, lesigenza di avere un periodo di residenza in Italia di 10

    anni per avere diritto alla pensione integrata al minimo. Sempre per i nati

    in Italia il governo di centro sinistra, presieduto da Romano Prodi, aveva

    ideato un assegno di solidariet per gli ultra sessantacinquenni con una

    rendita complessiva inferiore ad una pensione integrata al minimo; anche

    in questo caso si tratta di dare attenzione a questa problematica insieme a

    quella dellassistenza fornita dalla rete consolare alle fascie pi deboli della

    comunit italiana allestero. Gli interessi materiali comuni a tutti gli italiani

    residenti allestero riguardano in primo luogo il miglioramento

    sostanziale della qualit dei servizi consolari a partire dallaumento

    degli addetti con contratto locale. Altra questione su cui necessaria

    una inversione di tendenza quella dellinsegnamento della lingua

    e della cultura italiana; le risorse degli Istituti Italiani di Cultura sono

    ridotti allosso mentre molti enti gestori sono stati costretti alla

    chiusura o alla riduzione sostanziale dellattivit. Si tratta di rilanciare

    un piano straordinario di diffusione della lingua italiana, coinvolgen-

    do tutti i soggetti interessati, con luso delle nuove tecnologie, il

    controllo accurato dei costi, la formazione linguistica dei professori

    della rete scolastica pubblica. comunque necessario invertire la

    tendenza e prevedere un graduale aumento dei fondi destinati

    a questa voce di spesa. I rapporti economici e commerciali in

    senso ampio e il ruolo dellItalia nello sviluppare linterscambio fra

    lUnione Europea e lAmerica Latina, deve tornare ad essere una

    priorit; occorre far dimenticare lepoca delle missioni ufficiali del

    primo ministro Berlusconi interessato unicamente nelle ballerine

    di lap dance. Queste sono le ragioni per cui importante che gli

    italiani allestero partecipino alla elezione del nuovo parlamento;

    per eleggere persone serie, candidati di partiti che hanno lottato

    contro il governo di centro destra; che vogliono costruire, dopo il

    governo di emergenza guidato da Mario Monti, un paese con pi

    equit e giustizia sociale, un paese che ci renda orgogliosi di essere

    italiani.

    ELEZIONI PER IL PARLAMENTO ITALIANO: PERCH SERVE VOTARE.

  • f o r u mD E M O C R A T I C O 7

    Janeiro / Fevereiro 13

    e d i t o r i a le d i t o r i a l

    Nos dias 24 e 25 de fevereiro os italianos elegem o novo parla-mento; votam tambm os italianos residentes no exterior, que escolhem 12 deputados e 6 senadores. O voto no exterior prev o

    sistema proporcional - sem prmio de maioria e o direito para os

    eleitores de escolher os prprios representantes com o voto de prefe-

    rncia. o oposto do que acontece na Itlia, onde a lei eleitoral foi cha-

    mada de porcaria pelo seu inventor, Roberto Calderoli da Liga Norte.

    Os eleitores residentes no exterior so ao todo (dados de 2011)

    4.208.977, assim distribudos nas quatro circunscries: 2.307.683

    na Europa; 229.312 na Oceania, frica e sia; 388.904 na Amrica

    do Norte e Central; 1.283.078 na Amrica Meridional. Na Amri-

    ca Latina o nmero de eleitores nos principais pases o seguinte:

    298.370 no Brasil; 664.387 na Argentina; 88.312 no Uruguai; 113.271

    na Venezuela. Excetuando-se o caso venezuelano, a grande maioria

    dos eleitores no nasceu na Itlia; no Brasil o percentual dos nascidos

    na Itlia no chega a 30% do total, apesar de existir um novo fluxo

    migratrio de empresrios e de mo-de-obra especializada. Ainda no

    Brasil, os pedidos no processados de reconhecimento da cidadania

    italiana somam centenas de milhares de pessoas. Talvez o nmero

    no seja maior porque a fila de espera escandalosamente grande.

    Outros pases tambm garantem aos seus cidados, que moram no

    exterior, o direito de eleger os representantes no parlamento ou mais

    frequentemente- o presidente com o voto pelo correio ou nas sedes

    diplomticas; a Itlia , pelo contrrio, o nico pas no qual podem ser

    eleitos pelos eleitores residentes no exterior, somente candidatos que,

    igualmente, residam estavelmente fora do territrio nacional. Esta parti-

    cularidade sinalizaria, quem sabe, na inteno do legislador, a vontade de

    fortalecer a tarefa especfica dos parlamentares eleitos no exterior de serem

    os defensores dos interesses prprios dos seus eleitores. Examinamos as ra-

    zes pelas quais importante e til, para quem mora no exterior, votar para

    o parlamento italiano. Ter nascido na Itlia aumenta a chance de ter direito

    a uma prestao previdenciria l; e, ento, sobretudo para este grupo de

    eleitores pode ser importante eleger parlamentares intencionados a acabar

    com medidas descabidas aprovadas pelo governo de centro-direita; como,

    para exemplificar, a exigncia de ter residido ao menos 10 anos na Itlia para

    ter direito integrao da aposentadoria (ndr. Valor mnimo do benef-

    cio). Para os cidados nascidos na Itlia, o governo de centro-esquerda,

    chefiado por Romano Prodi, tinha aprovado um cheque de solidariedade

    para as pessoas com mais de 65 anos e com uma renda global menor de

    uma aposentadoria integrada ao tratamento mnimo; tambm necessrio

    prestar ateno neste assunto assim como na assistncia fornecida pela rede

    diplomtica s camadas mais pobres da comunidade italiana no exterior.

    Os interesses comuns a todos os italianos residentes no exterior tm a ver,

    em primeiro lugar, com a melhora substancial da qualidade dos servios

    consulares, atravs do aumento dos funcionrios com contrato local. Outra

    questo que necessita de uma inverso de tendncia o ensino do idioma e

    da cultura italiana; os recursos dos Institutos Italianos de Cultura minguaram

    e os entes gestores (ndr. Entidades que recebem recursos governamentais

    para cursos de italiano) foram obrigados a fechar ou a diminuir demasiada-

    mente as atividades. preciso realizar um plano extraordinrio de divulga-

    o da lngua italiana, envolvendo todos os atores interessados, utilizando

    as novas tecnologias de formao distncia, com um controle apurado

    das despesas, investindo na formao lingustica dos professores da rede

    de ensino pblica. De todo modo necessrio mudar de rota e prever um

    aumento gradual dos recursos destinados a este item. As relaes econmi-

    cas e comerciais, em sentido amplo, e o papel da Itlia no desenvolvimento

    do intercmbio entre a Unio Europeia e a Amrica Latina devem voltar a

    ser uma prioridade; necessrio cancelar da memria a poca das viagens

    de estado do primeiro ministro Berlusconi interessado unicamente nas dan-

    arinas de lap dance. Estas so as motivaes da importncia do voto dos

    italianos no exterior na eleio do novo parlamento; para eleger pessoas

    srias, candidatos de partidos que fizeram oposio ao governo de centro-

    -direita; que querem construir, depois do governo de emergncia chefiado

    por Mario Monti, um pas com mais equidade e justia social; um pas que

    nos deixe orgulhosos de sermos italianos.

    ELEIES DO PARLAMENTO ITALIANO: PORQUE BOM VOTAR. Andrea Lanzi

  • f o r u mD E M O C R A T I C O88

    Janeiro / Fevereiro 13

    c o m u n i t

    Congiuntura Brasile.

    Dilma RousseffMarina Silva

    Brasitalia 2013

    RIO DE JANEIRO

    N ella pagina www.youtube/brasitaliario possibile assistere ai video delle edizioni 2011 e 2012. Ledizione 2013 sar realizzata, sia a Rio de Janeiro che a San Paolo, nel mese di ottobre, in quanto non possibile raccogliere i patrocini, auto-rizzati dalla Lei Rouanet di incentivo alla cultura, in tempo utile per posizionare levento a ridosso della Festa della Repubblica Italiana. A Rio de Janeiro BRASITALIA sar realizzata nella Fundio Progres-so nei giorni 18, 19 e 20 ottobre.

    Hanno assunto lincarico, ufficialmente, i sin-daci eletti alla fine dello scorso anno. I nuovi amministratori delle grandi citt hanno annunciato programmi di contenimento delle spese correnti per recuperare una capacit di investimento nelle opere considerate prioritarie. Lattenzione puntata in particolare su San Paolo dove il PT a fronte di una alleanza di forze politiche molto ampia affronta la sfida di governare la pi grande metropoli del paese. Tutti i sondaggi di opinione confermano un giudizio positivo al

    governo federale e, in particolare, alla Presidente Rousseff che arriva al 77% di consenso dopo due anni di mandato. Nonostante il forte rallenta-mento dei tassi di crescita del prodotto interno nel 2012, la scelta di dare continuit alla politica economica ereditata dal precedente governo (espansione delloccupazione e dei consumi, di-stribuzione della rendita) ha arginato gli effetti della crisi internazionale. Nel 2012 sono stati avviati anche processi di forte discontinuit a partire dalla riduzione dei tassi di interesse e dalla diminuzione

    del costo dellenergia elettrica. In mancanza di eventi straordinari di origine interna o esterna la realizzazione del programma di governo nel 2013, permetter alla Presidente Dilma di affron-tare la campagna elettorale nel 2014 con relativa tranquillit. I partiti di opposizione PSDB, DEM, PPS non sembrano aver trovato una piatta-forma comune mentre Marina Silva, ex ministra dellAmbiente nel governo Lula, sta pensando di dare vita ad un nuovo partito politico.

  • f o r u mD E M O C R A T I C O 9

    Janeiro / Fevereiro 13

    c o m u n i d a d e

    Congiuntura Italia.

    Gli ultimi sondaggi elettorali (prima settimana gennaio) accreditano al centro sinistra oltre il 40%, con il Partito Democratico che supera il 30%; Il Partito delle Libert insieme alla Destra di Storace, Fratelli dItalia con La Russa e Meloni, appena usciti dallo stesso PDL, sono accreditati sopra al 20%; la Lega Nord al 6%; la Lista Monti con UDC di Casini, Italia Futura di Montezemolo e FLI di Gianfranco Fini sfiora il 15%; il Movimento 5 Stelle di Grillo in flessione, ma si attesta sempre sul 13%; Rivoluzione Civile di Ingroia, ispirato dal Movimento Arancione, insieme a Di Pietro valutato al 5%, ma necessario sottolineare che si presentato al pubblico da meno di un mese. Al di l dei numeri puramente indicativi, essendo solo linizio della campagna elettorale, le questioni politiche che saranno decise a breve riguardano in primo luogo lalleanza fra PDL e Lega Nord; se laccordo non andasse in porto il centro sinistra avrebbe molte probabilit di avere una salda mag-

    gioranza di seggi non solo alla Camera ma anche al Senato. Alla Camera, in forza della sciagurata legge elettorale in vigore, il centro sinistra dovrebbe usu-fruire del premio di maggioranza, mentre al Senato

    Antonio Ingroia

    il premio di maggioranza a livello regionale e la vittoria del centro destra nelle regioni pi popolose (e che eleggono pi senatori) potrebbe creare una situazione di stallo.

  • D E M O C R A T I C O8 f o r u m10 Janeiro / Fevereiro 13

    s c o m p r a s

    Criatividade, solidariedade e gerao de renda na AmazniaCom 25 amostras de diferentes madeiras da Amaznia, a caixa de madeira confeccionada por pessoas vinculadas a um programa social que, desde o ano 2000, esto sendo capacitadas como artesos para transformar resduos de madeira em pequenas peas de artesanato. As madeiras so refugo de estaleiros navais, serrarias, sobras da construo civil, madeira cada naturalmente ou abandonada pelos madeireiros; s vezes, so doaes de proprietrios de stio ou do IBAMA. Os resduos so selecionados, cortados, condicionados e secos antes de serem transformados pelos artesos. O programa j formou mais de 200 artesos profissionais, tendo favorecido o desenvolvimento do turismo regional e contribudo para aumentar a renda das famlias. Preo: R$ 75,00

    Onde encontrar:Ponto SolidrioRua Jos Maria Lisboa, n 838, Jardim Paulista, So Paulo, SP, CEP 01.423-002. Tel: (11) 5522-4440 www.pontosolidario.org.br

    Contatos com a seo s Compras para apresentao / sugesto de produtos sustentveis ou demais produtos podem ser enviados para [email protected]

    Para os perfeccionistas, apreciadores do bom vinho

    Onde encontrar:Salitre, Rua Baro da Torre, 632,

    Ipanema, Rio de Janeiro / RJTelefones: (21) 2540-5719

    2540-5723.

    Alm de deixar a mesa mais bonita e elegante,

    o Aerador de Vinho Vinturi tem a funo de

    fazer o vinho respirar. Ao trazer oxignio bebida,

    so afloradas caractersticas como sabor, aroma, cor e textura. Para os vinhos

    mais antigos, o aparelho traz uma tela de ao para filtrar os resduos que, eventualmente,

    possam ser encontrados na bebida. Preo: R$ 190,00

    Dica do RogerioLocalizada em Monforte dAlba, no Piemonte, a azienda Manzone propriedade familiar que data de 1925. Hoje, Mauro Manzone, terceira gerao, assu-miu o vinhedo e o conduz de forma bastante natural sem uso de fertilizantes industriais ou inseticidas de sntese. A busca por vinhos de excelncia o foco e para isto prefere no filtrar, no clarear e usar uma quantidade mnima de sulfitos (conser-vante necessrio para garantir a longevidade dos vinhos). A produo pequena, com apenas 50 mil garrafas, o que permite uma dedicao inten-sa. O Barbera dAlba Superiore La Serra 2009 um vinho tinto envelhecido 11 meses em cubas de inox. Sua uva a dolcetto. Sua cor de um rubi profundo com reflexos violceos. No nariz tem aroma dominante de cassis e notas de gro-selha. Na boca redondo e agradvel, tem bom corpo, elegante, persistente e seus taninos so aveludados. Confirmam-se os aromas de groselha e o de cassis torna-se prazerosamen-te licoroso. ideal para acompanhar um peru recheado com farofa de castanhas e um queijo gorgonzola. Preo: R$ 242,00

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  • f o r u mD E M O C R A T I C O 11

    Janeiro / Fevereiro 13

    Foto: Divulgao / Prima Press

    Risoto de abbora com camaro

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    g a s t r o n o m i a

    Esse ano promete! As eleies na Itlia agitam os eleitores, arrebatam os coraes. No Brasil, os enormes desafios nos campos da economia, da poltica e do social esto sempre presentes. Enquanto isso, no Rio de Janeiro, neste vero escaldante, um cantinho francs no shopping da Gvea - com ar condicionado, claro!, oferece aos nossos leitores a receita do risoto de abbora com camaro, leve, saboroso, delicioso, no ponto e na medida! Alm do risoto e de inmeras receitas artesanais, com utilizaes dos produtos sazonais, prtica que provoca constante renovao no card-pio, o Ix Bistr serve cortesia: cestinha de torradas com manteiga de ervas

    e gua (filtrada), por conta da casa. E, ao oferecer menus executivos em todos os horrios e dias da semana (entrada, principal e sobremesa) serve tambm a possibilidade de se comer muito bem por uma relao custo benefcio inigualvel: R$ 29,00 (almoo de 2 a 6) e R$ 49,00 (jantar de 2 a 6 e refeies-menu de fins de semana). De 2 a 6, optando-se pelo menu IXPress (entrada e principal), paga-se R$ 24,00. Tudo isso sem perder o charme e a criatividade. Que no me deixa mentir a maravilhosa salada de queijo de cabra com shitake, tomate cereja, ma e nozes, entre outras delcias. (M.O.).

    Ingredientes

    - 1 colher de sopa de cebola pitada- 2 colheres de sobremesa de manteiga- 100g de arroz arbreo- 10 ml de vinho branco- 50ml de creme de leite- 15g de abbora madura- 6 camares VG- 10g de queijo ralado- 200ml de caldo de legumes

    Refogue a cebola na manteiga, acrescente o arroz, misture, adicione o vinho branco e mexa bem. Coloque o caldo de legumes aos poucos. Ponha o creme de leite e a abbora. Grelhe o camaro por dois minutos no azeite. Continue mexendo o risoto at que esteja quase seco, adicione o queijo ralado e a manteiga. Para servir, arrume o arroz em um prato e coloque os camares por cima. Bon apetit!

    Modo de preparo Servio

  • D E M O C R A T I C O8 f o r u m12 Janeiro / Fevereiro 13

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    J a l a p ov i r g e m e m i s t e r i o s o

    Olga Cavalcante

    Zona de transio entre o cerrado e a caatinga, o Jalapo, maior atrativo turstico do Tocantins, protegido por Unidades de Conservao estadual e federal, e conserva sua beleza inteira, com natureza ainda virgem e intoca-da. A cobertura vegetal lembra grandes savanas, com campos de gramneas e flores e veredas alagadas, com predominncia de solo de areia quartzosa. O horizonte avistado ao longe, com planaltos e chapades de serras tipo

  • f o r u mD E M O C R A T I C O 13

    Janeiro / Fevereiro 13

    t u r i s m o

    Foto: Cachoeira da Velha Jalapo / Arquivo Adtur

    mesa e morros testemunhos, sofrendo ao erosiva pluvial e elica con-tnua, desgastando as bordas e criando cenrios de deserto. So inmeros os encantos para ecoturistas que se arriscam pelo prazer da aventura, na prtica do rafting em corredeiras bravias, trekking em trilhas primitivas e em serras com mais de 800 metros de altura. Esse cenrio formado por rochas sedimen-tares datadas da era mesozica, com aproximadamente 135 milhes de anos torna-se mais desafiador e especial na visita s Dunas, espraiadas aos ps da serra do Esprito Santo, reinando em sua beleza acobreada. So formadas pela decomposio arentica da serra do Esprito Santo e chegam a 40 metros de altura. O local contrastante porque rene areias, palmeiras e lagoa e a ideia de um osis em pleno Jalapo.

  • D E M O C R A T I C O8 f o r u m14 Janeiro / Fevereiro 13

    Foto: Rio Novo, Jalapo, TO / Thiago S.

    t u r i s m o

    A rainha natureza como principal atrativoPonte Alta do Tocantins tem roteiros tursticos que contribuem para a fama internacional do Jalapo. Reinando solitrio no cenrio lunar, o Morro da Pedra Furada morada de araras, e sua formao rochosa permite voos da imaginao. Ao final da tarde, perfeito para o turismo contemplativo. Bem prximo, o Morro do Cruzeiro compe a paisagem.

    Aps 14 quilmetros de Ponte Alta do Tocantins, encontra-se, a 100 metros da estrada, escondida na mata, a Cachoeira de Sussuapara, fenda com 60 m de comprimento, por 15 de altura na rocha arentica, parecendo pequeno canyon, onde crescem centenas de samambaias.

    A partir da, uma imerso definitiva na aventura do desconhecido. Nada igual e sucedem-se as descobertas, numa experincia de conhecimento de um ecossistema nico e primitivo. A 90 km de Ponte Alta, a Cachoeira da Velha despenca no Rio Novo, j no municpio de Mateiros. Com 25 metros de altura e duas quedas em forma de ferradura, e cerca de 100 metros de largura, impressiona pela beleza

    Foto: Pedra Furada / Arquivo Adtur. Foto: Pedra Furada, Ponte Alta, Jalapo / Ricardo Brito

  • f o r u mD E M O C R A T I C O 15

    Janeiro / Fevereiro 13

    t u r i s m o

    Foto: Capim Dourado / Thiago S.

    e volume dgua. As deslumbrantes praias do Rio Novo, com sua areia muito clara, rodeadas pela vegetao, convidam para acampamentos inesquecveis em comunho total com a natureza. Desse ponto, a 20 quilmetros de Mateiros, a Serra do Esprito Santo (900 m de altura) e o Morro Saca-Trapo (800 m) so atrativos exticos, considerados a cara do Jalapo. A terra avermelhada da estrada de acesso charme para os visitantes, que podem encontrar a qualquer momento bandos de emas, periquitos e at tatus. Ou trombar com o veado arisco.

    Em Mateiros, a natureza exagera na beleza e uma grande quantidade de nascentes transborda em guas borbulhantes tambm chamadas de fervedouros. Poos pequenos formam piscinas naturais e cristalinas em meio sombra de bananeiras, areias muito claras cobrindo o fundo que, sempre regurgitante, impede que os corpos afundem. Identificado como o fenmeno ressurgncia da gua. O mais visitado o Fervedouro do Ceia. No povoado Mumbuca, vivem em torno de 40 famlias que confeccionam os mais variados objetos artesanais, usando a palha fosca do buriti e o capim dourado, colhido de forma manejada, uma vez ao ano, em campos cheios de guas. Esta comunidade quilombola remanescente dos primeiros povoadores, oriundos do Norte da Bahia. As belezas naturais tm seu ponto forte nas guas esverdeadas da Cachoeira do Formiga. A flora destaque no ambiente de muita luminosidade e bastante simplicidade, permitindo a observao subaqutica. Jogue-se dentro dela e sinta a sensao vertiginosa de estar no paraso.

    A 40 quilmetros de Mateiros, a Pedra da Baliza o marco da divisa entre os Estados do Tocantins, Piau, Maranho e Bahia. O ribeiro Galho ponto

    refrescante na volta cidade, com guas de extrema transparncia, correndo em canal estreito, mas ladeado pelo verde de plantas aquticas.

    J prximo a So Flix do Tocantins, surgem soberbos os morros Silsia, Mandacar e Jalapinha. Plena no cenrio de vastido, a Serra do Gorgulho, a 70 km de Novo Acordo, tem grandes blocos de pedra trabalhados h milhares de anos pela ao erosiva dos ventos e da gua da chuva, que apontam seus cumes de pedra para o infinito. O formato das montanhas de pedra dos mais variados e sugere catedrais.

    Situao geogrfica: Leste do Estado de TocantinsComo Chegar: de Palmas (capital) pela TO-050 at Porto Nacional (60km) em rodovia asfaltada e sinalizada. Prosseguindo pela TO-225 tambm asfaltada e sinalizada at Ponte Alta do Tocantins (189 km). Prosseguindo mais 180 km em estrada de terra chegando a Mateiros.Municpios: Lagoa do Tocantins, Lizarda, Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins, Rio Sono, Santa Tereza do Tocantins e So Flix do Tocantins. rea: 34.113,2 km equivalente a 12,25% da rea do Estado (278.420,7 Km). Bacia Hidrogrfica: Araguaia - Tocantins. Entre os principais rios destacam-se: Sono, Balsas, Novo, Galho, Prata, Soninho, Vermelho, Ponte Alta, Caracol. Clima: tropical continental, com duas estaes bem definidas: uma "chuvosa", compreendida entre outubro e abril e outra "seca" de maio a setembro.Fauna regional: onas, veados, anta, raposa, lobo guar, tamandu, macacos, porco queixada, caititu, cutia, paca, capivara, tatu, cobras, arara, papagaio, periquito, ema, siriema, anu, pssaro-preto, urubu, urubu rei, perdiz, juriti, tucano, quero-quero (tetu).Melhor poca para visitao: maio a setembro

    Foto: Periquito Jandaia, Fauna Tocantins / Thiago S.

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    NESSUNO PU PORTARTI UM FIORE.

    iIl mugnaio chi fa il mestiere di macinare al mulino il grano e altre granaglie. In portoghese moleiro.iiCampare un sinonimo di vivere, usato specialmente quando su vuole dare lidea del modo di procurarsi i mezzi di sostentamento.iiiLa congiunzione eppure sinonima di tuttavia, nondimeno, e introduce una coordinata di valore avversativo. In portoghese apesar disso, todavia.

    ivIl verbo prendere assume diversi significati a seconda dellespressione verbale in cui inserito. Qui abbiamo prendere in giro, che in port. significa caoar, e prendere a sberle, variante di prendere a schiaffi, dar bofetadas.vLaggettivo spigliato si attribuisce ad una persona che ha scioltezza di modi o facilit di parola. Sinonimi sono franco, disinvolto. In portoghese desenvolto, desembaraado. viEspressione sinonima di non trovava pace.

    di Pino Cacucci

    e n c a r t e

    Edera De Giovanni.Eri Ia figlia deI mugnaioi di Monterenzio, e quel giorno di luglio deI 1923 tuo padre, impolverato di farina come sempre, volle chiamarti Edera.

    Anche se poi, chiss, il prete deve aver fatto storie, e aI battesirno ti hanno

    aggiunto Francesca. Tutti per ti avrebbero sempre chiamato Edera. Sei

    andata a scuola fino alla quarta elementare, perch allora per Ia quinta

    bisognava arrivare a piedi fino a Bisano, nove chilometri allandata e nove al

    ritorno. E poi studiare era roba da signori, Ia tua famiglia invece macinava il

    grano per campareii. Quando arrivava gennaio, nella calza della Befana il

    babbo metteva unarancia, qualche castagna e un po di zucchero: eppureiii,

    a te e a tuo fratello e alle due sorelline sembrava un gran regalo. Insomma,

    Ia quinta elementare era un lusso. Peccato, perch Ia maestra ti ricordava

    sveglia, portata allo studio, magari un po vivace ... Come quella volta

    che ti sei presentata con una gonna corta, e non erano tempi adatti a

    mostrare le gambe, in campagna e sui monti si cresceva in fretta. Le

    compagne ti hanno presa in giro, tu le hai prese a sberleiv. Poi, lasciata Ia

    scuola, quando cera da badare ai maiali, che portavi fino al fiume stando

    attenta che non rovinassero i campi coltivati, sei stata Ia prima femmina a

    mettere i pantaloni. E visto che eri un fiore, pi bella ogni anno che

    passava, gli occhi dei maschi ti scrutavano vogliosi, e quelli delle comari ti

    cucivano addosso Ia nomea di scriteriata, o addirittura svergognata; eri

    troppo, per loro: spigliatav, disinvolta, un po ribelle e per nulla ingenua.

    Peggio ancora quando hai compiuto diciassette anni: una ragazza tanto

    bella, a Monterenzio e dintorni, non sera vista mai, o se nera perso il

    ricordo. Ma prima, molto prima, sei andata a fare Ia domestica, neanche

    fossi gi una donnina giudiziosa e capace di badare a una signora anziana ...

    Succedeva che il vicequestore di Bologna veniva a caccia dalle parti del

    vostro mulino e si fermava a casa a bere un bicchiere. Un giorno ha

    raccontato che era morta sua sorella, a Salerno, e Ia madre non trovava

    requievi a starsene da sola. E aveva fatto quella proposta che ai tuoi era

    sembrata assurda: Edera potrebbe trasferirsi a casa della mia mamma, Ia

    pagher decentemente e avr modo di imparare un mestiere. S, il

    mestiere della serva, pens tua madre. Il babbo non ne voleva sapere,

    Edera ancora troppo piccola, ma per il vicequestore eri, appunto, una

    donnina giudiziosa. Dopo tante discussioni finita che ci sei andata, a

    Salerno, e non ti dispiaceva affatto lasciare i monti per conoscere il mondo.

    Perch Salerno, lontana mille miglia, per te aveva il fascino esotico di un

    mondo sconosciuto. Sei tornata a Monterenzio che avevi quasi quattordici

    anni, e allora s che eri una donnina, ma in quanto a giudiziosa, chiss:

    continuavi a portare i pantaloni, e parlavi e ti muovevi come se davvero

    I n t r o d u z i o n e a l la lettura

    f a s c i c o l o L X X I X

    di brevi testi in Lingua Italiana

    a cura di Cristiana Cocco

    D E M O C R A T I C O8 f o r u m16 Janeiro / Fevereiro 13

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    e n c a r t e

    avessi viaggiato per il mondo. Nel mulino bastavano tuo padre e tuo

    fratello, e di lavoro, tra quelle vallate, cera poco da cercarne per una

    ragazzina. Cos sei andata a Bologna, a fare Ia domestica in casa di un

    signorotto che aveva una fabbrica di vetro, cio, Ia fabbrica era di mattoni

    ma produceva vetro, spiegavi a tuo fratello che allinizio non aveva capito.

    Tornavi a casa Ia domenica e scendevi dalla corriera stanca e imbronciata,

    ma appena rivedevi facce care il tuo sorriso illuminava persino Ia grande

    macina di pietra. A diciassette anni sei tornata a Monterenzio, ma per stare

    soprattutto a Pizzocalvo, dove tua padre aveva preso in affitto un altro

    mulino: quello in cui eri nata se lo era quasi portato via una piena, che

    aveva distrutto Ia canaletta e Ia pala di legno al padrone non gliene

    importava niente di ricostruirlo. Con tuo fratello avevate imparato a

    mandare avanti tutto, a macinare e a pesare e a trattare con i contadini i

    carichi dei sacchi di grano. E intanto, Edera, eri diventata bella come il sole:

    una volta, un ragazzotto che si era spinto un po oltre Ia decenza andando

    in giro a raccontare che Edera ci sta, lo hai attirato nella baracca del

    pollaio facendogli credere che avrebbe potuto toccare il cielo con un dito e

    lhai chiuso dentro, tra le galline e Ia puzza, lasciandocelo per mezza giorna-

    ta finch qualcuno era andato a liberarlo sentendo i suo i strilli. Una figura

    da andare a nascondersi per mesi. E le comari, tra un rosario e laltro,

    scuotevano Ia testa: troppo bella, troppo sfacciata. E comeri brava a

    ballare, Edera. Sopra il mulino cera uno stanzone che serviva da deposito

    del grano, e dinverno, quando rimaneva vuoto, ci organizzavate feste da

    ballo. Per i ragazzi del paese eri Ia dama pi ambita per un giro di valzer.

    Certo che pure tu, Edera, sembrava che quelle comari rancorose volessi

    provocarle: ma sera mai vista una ragazza fumare per Ia strada, a

    Monterenzio e a Pizzocalvo? S, fumavi, e dicevi cose del tipo: Quello che

    fanno gli uomini possiamo farlo anche noi. Io carico sacchi di farina e mi

    rompo Ia schiena alla macina come gli uomini, perch non dovrei fumare

    una sigaretta ogni tanto e bere un bicchiere di vino in osteria?. Che lingua

    avevi, Edera. Tutta suo padre, diceva tua madre. Perch intanto il babbo

    collezionava bastonature dai fascisti. Non ce Ia faceva a stare zitto davanti a

    quegli scellerati, specie da quando avevano dichiarato Ia guerra cianciando

    di milionate di baionette e altre scemenze simili... E loro, le camicie nere,

    arrivavano e pestavanovii il mugnaio, Te Ia scrolliamo noi Ia farina di dosso,

    disfattista. Tu, Edera, hai rischiato grosso gi allora: un giorno sei entrata

    nellosteria, ti sei accesa una sigaretta, hai squadrato quel cerbero in divisa

    e gli hai detto sorridendo: Hai Ia camicia sporca, tutta nera, ora che

    Ia cambi. Ma se non ne hai una decente, se vuoi te Ia lavo al fiume e

    vedrai che te fa faccio diventare chiara. Le risate dei paesani lo avevano

    Nasce a Chiavari, ma dal 1975 si trasferisce a Bologna per frequentare il DAMS. Allinizio degli anni ottanta vive per lunghi periodi sia a Parigi che a Barcellona, prima di iniziare le frequenta-zioni in America Latina e in particolare in Messico dove risiede a lungo e riceve vari premi letterari. Autore di numerosi libri di narrativa e saggistica. Si sofferma su personaggi storici non vincitori, sommersi e nascosti dalla Storia ufficiale. Come posto in evidenza dallo stesso Autore nellopera In ogni caso nessun rimorso, la Storia viene scritta sempre dai vincitori ed i suoi protagonisti perdono, come conseguenza delle loro azioni tut-to: battaglie, lavoro, amici, ideali, la loro stessa vita, tranne la dignit. Fra le sue opere ricordiamo Demasiado Corazon. (Feltrinelli, 1999); Ribel-li! (2001); Oltretorrente (Feltrinelli 2003); Le balene lo sanno (2010). Con il libro Nessuno pu portarti un fiore (Feltrinelli 2012), da cui abbiamo estratto il capitolo di questa edizione, ha vinto il premio Chiara.

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    xLaggettivo tremebondo (letterario) significa tutto tremante, per paura o per vilt; timoroso, indeciso. In portoghese tremebundo (lett.), trmulo.

    vii Il verbo pestare si usa, in questo caso, nel senso di picchiare (in port. bater) violentemente. Ma significa anche battere qualcosa con un attrezzo in modo da triturarla o ridurla in polvere; schiacciare col piede, calpestare.viii Quelli che avevano perso le loro case nei bombardamenti.ix Il manganello un bastone di legno usato per picchiare, chiamato anche sfollagente. In portoghese cacetete.

    fatto prima impallidire, e avvampare di rabbia un istante dopo. Non poteva

    lasciartela passare liscia, ma neanche picchiarti l, davanti a tutti, che nei

    piccoli borghi ci si conosce e non si sa mai, cos ti ha denunciata, il

    vigliacco, e ti sei fatta venti giorni di carcere a Bologna. E sarebbe andata

    peggio, se non fossi stata anni addietro Ia piccola domestica del signor vice

    questore. Poi, con i primi bombardamenti, cominciarono ad arrivare gli

    sfollativiii. Con tuo fratello Franco e tua sorella Rossana parlavate della

    guerra, di quello che succedeva in un grande paese lontanissimo, cento

    volte pi lontano di Salerno, Ia Russia, dove, dicevano gli amici di tuo

    padre al chiuso del mulino, i lavoratori avevano il potere ... Chiss, pensavi

    tu, se davvero cos bello vivere da lavoratori in Russia, di sicuro c che

    qui uno schifo, sgobbare per veder crescere solo Ia miseria. Ormai il

    mulino era quello di Savazza, avevate dovuto lasciare anche Ia macina di

    Pizzocalvo, ed era diventato un po il luogo di riunione degli antifascisti. Ma

    cerano sempre spie, ovunque, anche in quei borghi sperduti che erano

    allora i paesini intorno a Monterenzio. Una volta tuo padre ha rischiato di

    finire ammazzato. Fuori dalla ruota che pescava nel canale cerano una

    cinquantina di biciclette. Arriv una squadra su un autocarro, manganelli in

    pugnoix e fucili a tracolla: E tutte queste biciclette?, Sono degli sfollati.

    Ma dentro al mulino non cera pi nessuno, per fortuna, perch se era

    vero che abbondavano le spie, era altrettanto certo che avevate tanti amici

    pronti a lanciare lallarme in tempo. Conclusione: una scarica di manganel-

    late al babbo, che a salvarlo da guai peggiori fu Ia tua sorellina Loredana, Ia

    pi piccola, che gli sera avvinghiata alle gambe strillando con quanto fiato

    aveva in corpo: Se lo ammazzate, allora ammazzate anche me. Si vede

    che aveva imparato da te, Edera, quella fierezza indomita. Se ne andarono,

    alla fine, giurando che alla prossima lo avrebbero sbattuto al muro. Dopo

    l8 settembre deI 43, precipit tutto. Adesso li chiamavate repubblichini, e

    venivano ad attaccare manifesti minacciosi: CHI NON SI PRESENTA

    SOTTO LE ARMI SAR FUCILATO SUL POSTO. Tu e tuo fratello

    facevate propaganda al contrario: Buttate le divise e nascondetevi qui sui

    monti, che senn finite tutti nei campi in Germania, come minimo. E si

    organizzarono i primi gruppi partigiani. Franco, tuo fratello, non indugi a

    procurarsi unarma e unirsi a loro. Intanto Ia mamma era morta, di

    malattia, e tu lhai assistita fino allultimo, cercando di tenerlo nascosto a

    Loredana, quanto era grave. Non si poteva stare ad aspettare gli america-

    ni. Andavi spesso fuori Ia notte, e tornavi con qualche pistola nel cestino

    della bicicletta: un po di paglia, e sopra il cagnolino del mulino che ti

    portavi appresso per distrarre le pattuglie, nella speranza che non

    guardassero proprio l, mentre lui abbaiava come un forsennato. E una

    notte hai fatto Ia tua prima azione concordata con i partigiani della zona: da

    Monterenzio passavano ventotto cavi del telefono e tu li hai tagliati tutti,

    isolando lintera vallata. stato cos che hai cominciato, Edera. Sempre a

    pedalare sulla bicicletta, andavi in giro a cercare i giovani nascosti nei fienili

    e negli scantinati, e li convincevi ad andare con i partigiani. Non basta

    nascondersi, dicevi, occorre Iiberarlo, questo disgraziato paese. E poi se

    arrivano gli americani tanto meglio, ma nel frattempo non possiamo stare a

    guardare e vivere come topi in solaio. E ci fu lassalto al deposito del

    grano di Monterenzio, che hai capeggiato tu, incitando i contadini alla

    rivolta. Non si rivoltarono granch, ma accorsero in tanti a riempire sacchi,

    mentre tu e i tuoi compagni tenevate a bada il tremebondo podestx, che

    sperava arrivassero i carabinieri ma intanto le chiavi del granaio te le aveva

    date senza fiatare. Arriv anche lamore, quello vero, e ti sembrava strano,

    lo struggimento al cuore quando lo vedevi arrivare da Bologna. Si

    chiamava Egon Brass ed era jugoslavo, studiava in citt e frequentava i

    giovani antifascisti che conoscevi anche tu, sorta di primo nucleo di

    resistenza basato sullamicizia. A Bologna vi incontravate in piazza

    Ravegnana, sotto le due Torri, dove uno dei vostri amici aveva un

    banchetto, riparava penne stilografiche agli studenti. Sarebbe avvenuto l,

    lultimo appuntamento, quando a fine marzo dovevate prendere un

    importante carico darmi e portarlo in montagna, ai compagni che stavano

    costituendo Ia 36a Brigata Garibaldi. Cera una spia pi abile delle altre, a

    Monterenzio. Dicono fosse un poliziotto che da tempo manifestava idee

    antifasciste, e qualcuno doveva averlo preso sul serio se gli arriv allorec-

    chio Ia voce della vostra missione. Vi siete ritrovati circondati, tenuti sotto

    tiro, e voi, comunque, eravate disarmati. Dov tuo fratello? era Ia

    domanda ripetuta mille volte, e gi schiaffi, pugni, randellate. E come

    avresti potuto consegnargli Franco, con tutto il bene che gli volevi? Chiss,

    forse neppure lo sapevi in quel momento dove fosse, ma lidea che gli

    facessero altrettanto ti convinceva ancor pi a tacere e stringere i denti.

    Franco ricordava, tanti anni dopo: A mia sorella piantarono anche delle

    graffettexi in testa, per farle dire dove eravamo nascosti io e Guerrino, ma

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    f o r u mD E M O C R A T I C O 19

    xiPunti metallici, in portoghese grampos.

    non ha parlato. Le graffette in testa, Edera. Chiss a chi era venuta

    quellidea. Magari tra i carnefici cera pure un mezzemaniche abituato a

    passar carte e a usare Ia graffettatrice ... A un certo punto Ia diedero su,

    come si dice a Bologna. In fondo avevano catturato il gruppo quasi per

    intero, e se ne mancavano due allappello, pazienza. Cera fretta di togliersi

    dai piedi i prigionieri, quellaprile del 1944. Prima di essere caricata su un

    autocarro assieme agli altri, sei riuscita a dare alla suora del carcere di San

    Giovanni in Monte cento lire che tenevi nascoste in un risvolto. La suora le

    avrebbe consegnate alla famiglia, quelle cento lire, raccontando le ultime

    ore di Edera. E ti portarono davanti alla muraglia della Certosa. Dallaltra

    parte, cera Ia zona delle tombe monumentali, con quegli angeli tristi, le ali

    ripiegate, i volti chini su lapidi sbiadite. Tra loro, doveva esserci anche il tuo

    angelo custode, arresosi allorrore. Egon ti rivolse uno sguardo dolce, si

    sforzava di sorriderti: le vostre mani si sono incontrate e strette forte. Il

    rumore secco, metallico, degli otturatori che inserivano il colpo in canna. E

    in quel momento, tenendo sempre Ia mano di Egon, ti sei voltata. No, alla

    schiena no, vigliacchi. Fu un attimo: vederti in viso, che nonostante le botte

    era ancora di una bellezza struggente, lufficiale esit a dare lordine

    estremo. E tu, Edera, che zitta non eri mai stata davanti ai soprusi degli

    uomini, hai detto con voce chiara: Vedo che tremate. Anche una ragazza vi

    fa paura. Le raffiche ti hanno colta cos, con gli occhi fissi sulle loro facce

    tetre, Ia mano di Egon stretta nella tua, e lo scintillio nello sguardo del

    ragazzo slavo che voleva dirti non aver paura, amore mio, ce ne andiamo

    insieme e non ti Iascer mai pi ... . Con voi due caddero Attilio, Enrico,

    Ettore e Ferdinando, gli amici del banchetto di stilografiche sotto le due

    Torri. Il Resto del Carlino lindomani titol a tutta pagina: FERMA ED

    ENERGICA AZIONE CONTRO LE BANDE TERRORISTICHE. Lo vedo

    spesso, quel grande muro antico che delimita il cimitero monumentale della

    Certosa: da l passa una delle poche piste ciclabili della citt, che dal centro

    conduce alla periferia. E ogni volta ti penso, Edera, rivedendoti in quella rara

    foto, giovane e bella comeri a ventanni, che ventuno li avresti compiuti in

    luglio: hai in braccio il fido cagnolino che ti aiutava a nascondere le armi nel

    cestino della bicicletta. Hanno messo una lapide di marmo, piccola e

    ignorata da quasi tutti, a parte quel miserabile che qualche anno fa lha

    imbrattata inneggiando al Duce. Forse ti farebbe sorridere, quel poco di

    retorica che accomuna tante lapidi, a te che sei diventata partigiana per

    voglia di vivere, e non di sacrificio.

    Janeiro / Fevereiro 13

    Perseguitati in vita

    Uniti nella morte

    Il laprile 1944 trucidati daI piombo

    fascista

    Qui caddero fieri del loro sacrificio

    FRANCESCA DE GIOVANNI EDERA

    EGON BRASS

    ATTILIO DIOLAITI

    ETTORE ZANIBONI

    ENRICO FOSCARDI DANTE

    FERDINANDO GRILLI

    Edera fu Ia prima di centoventotto donne partigiane uccise dai nazifascisti

    nella provincia di Bologna. I loro nomi sono incisi su mattoni che spuntano

    da una lunga muraglia che costeggia una scalinata a Villa Spada, nel parco

    dellantica dimora settecentesca che si stende ai piedi dei colli.

    Questa passeggiata della memoria stata realizzata nel 1975 dagli

    allievi del liceo artistico e dellistituto darte, che hanno modellato anche i

    bassorilievi posti sotto quei mattoni incisi dai bambini di scuole elementari

    e medie, con genuina calligrafia infantile. Uno di quei bassorilievi riporta

    tra gli altri anche il nome di Edera De Giovanni. AI termine dei percorso,

    su un grande prato in salita, sorge un monumento a un passato che non

    passer mai: costituito da tre grandi pannelli di bronzo - uno con dei

    giganteschi fiori, un altro con colombe della pace in volo e il terzo una

    sorta di steccato che ricorda le baracche dei campi di sterminio. Sul primo

    spicca Ia poesia scritta da una ragazzina ebrea, Alena Sinkova, deportata

    nel lager di Terezin a quindici anni:

    Vorrei andare da sola

    Incontro a gente migliore

    Non so, verso lignoto

    Dove nessuno uccide.

  • D E M O C R A T I C O8 f o r u m20 Janeiro / Fevereiro 13D E M O C R A T I C O8 f o r u m20

    i t a l i a

    Lidea delleroe come semidio, frutto del rappor-

    to umano con la divinit, risale agli antichi greci, i

    quali, tuttavia, ascrivevano questo modo di pensare

    alla mitologia e non alla filosofia, il cui obiettivo, a

    differenza del mito, dovrebbe attenersi a questo

    mondo. Ad avere introdotto nella

    storia la concezione delleffettiva

    esistenza di individui eccezionali,

    impregnati di attivit umane,

    stato il pensiero romantico del

    XIX secolo. Hegel affermava che

    gli eroi esprimono la verit della

    propria epoca e del proprio mon-

    do - vedono la specie successiva

    che, per cos dire, gi formata

    nel grembo del tempo 2. Cos il

    pensatore, le altre persone, gli

    uomini in generale seguono senza

    esitazione gli eroi, che rappre-

    sentano il meglio dellepoca e

    generano moltitudini dietro le

    loro bandiere3. Gli eroi hege-

    liani, la cui vita tormentata non

    permetteva di sfruttare la felicit

    accessibile agli altri, dovrebbero

    essere guardati con devozione,

    ma a distanza. Se gli uomini

    comuni li osservassero da vicino,

    potrebbero farsi unidea sbagliata,

    poich nessun uomo un eroe

    per il proprio cameriere, dal

    momento che potrebbe vederlo

    con occhi di riprovazione. Tut-

    tavia, asseriva Hegel, una figura

    cos potente deve calpestare

    mille fiori innocenti, schiaccian-

    do molte cose nel proprio cammino. Per svolgere

    pienamente la sua missione come eroe, in tal modo,

    questo semidio deve starsene in un Olimpo meta-

    forico, molto distante da coloro che lo venerano e

    pensano di accompagnarlo nel suo disegno fantastico.

    Leroe, cos, mentre rimane unentit poco conosciuta

    nella sua vita concreta, una volta che da realt ideale

    astratta si personifica, dovrebbe offrire informazioni

    sufficientemente in grado di alimentare la fantasia

    popolare. Non stata diversa la storia del pensiero

    mitologico condiviso tra gli immigrati italiani che, per

    decenni e decenni, giunsero a So Paulo, formando

    una florida comunit costituita da molti tipi sociali e

    politici. Al loro interno, questi gruppi dai differenti

    interessi custodivano atteggiamenti di culto al di l

    del naturale verso il conterraneo Giuseppe Garibal-

    di4. Per la colonia paulista, 1eroe dei due mondi

    stato un personaggio cos distante nel tempo quanto

    unanime nella rappresentazione, nel senso che tutti

    gli italiani lo veneravano, anche se non gli attribuivano

    esattamente le stesse qualit e, ancor meno, le stesse

    funzioni politiche. Fu estimatore dellautoritarismo,

    poi della democrazia, fu monarchico, fu socialista e

    persino fascista; alcune volte rappresentava i ricchi

    della colonia paulista, altre i poveri ... In tutti i modi,

    leroe continu a essere un sostanziale elemento di

    equivoco tra le simbologie politiche degli italiani di So

    Paulo. Non stato diverso nella stessa ltalia perch,

    sebbene lunificazione dello Stato e i primi ricono-

    scimenti si siano verificati gi nel XIX secolo, leroe

    rimasto in luce in tutti i decenni successivi e nelle

    diverse situazioni storiche che separano i tempi delle

    lotte per lunificazione da questi che oggi viviamo.

    Cos che, ancora nel 2008, stato dato il suo nome

    al 5.500esimo spazio pubblico - tra piazze, strade,

    monumenti e altri luoghi - in Italia. Quando nel 1910,

    con un folgorante discorso del poeta Olavo Blanc, un

    busto di Garibaldi fu inaugurato nel pi importante

    parco pubblico esistente allepoca a So Paulo, il Jar-

    dim da Luz, ci fu una feroce disputa, senza un accordo,

    affinch tutti i gruppi politici e sociali di italiani fossero

    presenti e manifestassero il loro apprezzamento per

    leroe. So Paulo lo Stato brasiliano che accolse il

    maggior numero di immigrati italiani, considerando

    1intero periodo dellarrivo di massa di questi stranieri

    nel Paese, cio dagli anni Settanta del XIX secolo fino

    a dopo la Seconda guerra mondiale. La spinta eco-

    nomica, certamente, stata la causa di tali arrivi di

    lavoratori, ma bisogna considerare anche gli incentivi

    statali, dato che tra il 1896 e il 1907, So Paulo fu

    lunico Stato ad adottare misure idonee per attrarre

    immigrati. Fu cos che tra il 1877 e il 1900, periodo

    di maggiore afflusso di italiani nel Paese, si stima che

    circa il 60 per cento di loro vivesse nello Stato. Di

    tutti gli stranieri entrati nello Stato di So Paulo, tra il

    1885 e il 1934 - 2.333.217 persone - gli italiani erano

    929.802, pari a circa il 40 per cento della popolazio-

    ne totale5. La citt di So Paulo, da piccolo centro

    regionale, ben presto si trasform in una capitale

    cosmopolita, nella quale gli stranieri costituivano il 60

    per cento della popolazione. Ci nel 1890, anno per

    il quale non si dispone di una effettiva valutazione del

    numero di italiani presenti. Tuttavia noto che nel

    1920, gli italiani erano il 35 per cento della popolazio-

    ne della citt e, in cifra tonda, erano 600mila abitanti.

    Era gi possibile vedere tracce di italianit ovunque.

    Nel 1924, in un grande terreno nella zona pi nobile

    della citt, Giuseppe Martinelli diede inizio alla costru-

    zione di un palazzo, che avrebbe raggiunto i 30 piani,

    diventando una cartolina della capitale. Nel cantiere

    lavoravano pi di 600 operai e 90 artigiani specia-

    lizzati, la maggior parte conterranei dellimpren-

    ditore. Ma tra imprenditori e lavoratori, passando

    per artigiani raffinati, impiegati, fornitori di materiali

    di consumo, considerando infine i pi vari tipi di

    occupazione degli italiani e la conseguente posizione

    sociale goduta allinterno della comunit, non cera

    accordo su come la figura di Garibaldi contribuisse a

    soddisfare le loro aspirazioni politiche e culturali. Anzi,

    le divergenze erano profonde. O meglio, adottando i

    termini fissati da Roland Barthes6, essi concordavano

    su un significante comune, ma elaboravano un diffe-

    rente segno per costruire un significato favorevole al

    progetto politico specifico di ciascun gruppo.

    1. Limmigrato italiano come elemento sovversi-vo, i socialisti e il mito di Garibaldi.I dati statistici disponibili indicano che, considerati tutti gli ingressi degli immigrati in Brasile, dallinizio del processo massiccio di arrivo degli stranieri, cio dagl anni Settanta dellOttocento fino agli anni Sessanta del Novecento, i tre maggiori gruppi, nellordine, furono costituiti da italiani, portoghesi e spagnol. Anche se

    f o r u mD E M O C R A T I C O820

    Alexandre Hecker

    Italiani in BrasileIl mito di Garibaldi e gli italiani di So Paulo1

    Janeiro / Fevereiro 13

  • f o r u mD E M O C R A T I C O 21

    Janeiro / Fevereiro 13 f o r u mD E M O C R A T I C O 21

    i t l i as t o r i a i t a l i a n a

    per lo Stato di So Paulo, nello stesso periodo, si pu fare lidentica considerazione, per periodi specifici i numeri indicano, invece, unaltra conformazione. Per quanto riguarda lo Stato, tra il 1910 e il 1960 il gruppo nazionale che forn maggiori quote non fu quello italiano ma quello portoghese. Su un totale di 1.552.837 immigrati entrati in quel periodo gli italiani e gli spagnoli rappresentano, infatti, approssimativa-mente il 18 per cento ciascuno, mentre i portoghesi toccano quasi il 30 per cento. Con un ragionamento semplicistico, si potrebbe dedurre che in unepoca di repressione delle attivit politiche degli stranieri, fossero i portoghesi, presenti in numero maggiore, e non gli italiani, quelli maggiormente rappresentati tra i perseguitati e gli schedati dalla polizia politica. Non quello che si nota, per, quando si utilizzano i dati ottenuti da ricerche condotte sulla documen-tazione raccolta dalla Delegacia de Ordem Poltica e Social, il Deops paulista, organismo incaricato di investigare e reprimere le idee e le azioni di coloro che si opponevano al regime politico del momento. Tra il 1924 (anno di creazione del Deops) e il 1983 (anno della sua estinzione), la polizia politica apr pi o meno 160.000 fascicoli, tra i quali circa 5.400 erano di portoghesi e 12.600 di italiani residenti nello Stato. Sebbene non sia possibile considerare tutti gli indivi-dui schedati come contestatori del regime politico al potere nel momento in cui furono indagati, poich i motivi pi diversi hanno dato occasione allapertura di indagini, il fatto che, grosso modo, si pu ipotizzare che gli italiani creassero maggiori preoccupazioni alla polizia rispetto ai gruppi di portoghesi nella stessa condizione. Mentre gli italiani furono investigati in una percentuale del 4,5 per cento dellipotetica popola-zione totale, i portoghesi preoccuparono la polizia politica paulista pressappoco per l1,25 per cento degli individui arrivati nello Stato7. Tra gli immigrati italiani, uno dei gruppi che richiam maggiormente lattenzione delle autorit responsabili della repressio-ne fu quello dei socialisti. E a loro il mito di Garibaldi era legato in modo indissolubile. Essere socialista per gli italiani di So Paulo, soprattutto per il cosiddetto

    f o r u mD E M O C R A T I C O 21

    gruppo riformista, non significava propugnare il crollo del capitalismo o labbattimento di governi legati a tale sistema. Ma, decisamente, significava combattere idee internazionali che avrebbero potuto contaminare i laboriosi italo-brasiliani con proposte ingannevoli e antidemocratiche. Significava preservare la colo-nia italiana dallinfluenza autoritaria e per questo i socialisti, a partire dagli anni Venti del Novecento, si opposero in maniera veemente tanto alla Rivoluzione russa e alle sue conseguenze, quanto al movimento fascista allora vittorioso in Italia. E, come garanzia di antiautoritarismo, fissarono una certa immagine di Garibaldi. Facendo un paragone con altri gruppi di politici e intellettuali italiani attivi sulla stampa paulista e che derivavano dalla stessa matrice socialista - si ricordano leader come Edmondo Rossoni, Paolo Mazzoldi, Alceste de Ambris o Teodoro Monicelli -, i riformisti sembrarono adottare posizioni molto distanti dalle combattive esplosioni di quelli. Tuttavia, preoccuparono ugualnente le autorit e, come gli altri settori della comunit pi integrati nellestablishment, ebbero in Garibaldi il loro rappresentante simbolico. La rilevante presenza dei socialisti italiani a So Paulo riporta alle origini dellorganizzazione dei lavoratori in difesa dei loro diritti. Tanto che una rapida cronologia dei successi legati alla lotta politica contro loligarchia dominante si presenta contrassegnata da eventi pro-vocati dagli immigrati italiani.

    1900 - Creazione del giornale 1Avanti! e della sezione paulista del Partito socialista italiano (Psi). 1902 - Riunione del Congresso socialista brasiliano, organizzata dai militanti de lAvanti!. 1904 Arriva in Brasile Antonio Piccarolo per dirigere lAvanti!. 1908 - Divisione nel Psi paulista tra il Centro socialista internazionalista e il Centro socialista paulistano, gui-dato da Piccarolo, il quale pubblica il libro O socialismo no Brasil: una pietra miliare nella storia politica italiana in Brasile.1913 - Piccarolo pubblica il libro Emigrazione italiana nello stato di San Paolo, in cui difende il flusso migrato-

    rio e 1importanza della presenza degli italiani per leco-nomia e la politica paulista. 1923 - Inizia la fascistizzazione della colonia paulista8. 1925 - Nasce lU-nione democratica che aderir (1926) alla Lidu. 1927 - Nasce la Concentrazione antifascista che riunisce i socialisti contro il nemico principale, e che funger da modello per la costruzione di un movimento

    antifascista brasiliano in generale. La presenza dei socialisti nella stampa italiana a So Paulo fu determinante e diverse pubblicazioni contri-buirono ai dibattiti sulla italianit e allaffermazione del mito di Garibaldi allinterno della comunit. Tra queste si possono indicare: 1 Avanti! , 1900-1919, diretto in successione da Alceste De Ambris, Piccarolo, Vincenzo Vacirca e Teodoro Monicelli; Il Secolo, 1906-1910, diretto da Piccarolo; La Tribuna Italiana, 1909-1910, diretta da De Ambris; La Scure, 1909, diretta da De Ambris; La rivista Coloniale, 1910-1924, diretta da Piccarolo; La Difesa, 1923-1935, diretta nel corso degli anni da Piccarolo, Francesco Frola, Antonio Cimatti, Mario Mariani, Bixio Picciotti; Il Risorgimento, 1928, diretto da Piccarolo. Questi giornali coprirono un ampio periodo storico della colonia, che era raggiunta ovunque, giacch essi circolavano anche nelle zone interne dello Stato e in altre capitali. Su questi mezzi di comunicazione, una profusione di materiali su Garibaldi riempie lo spazio simbolico, disegnato per mantenere la comunit sotto legida di una cultura di sinistra.

    2. Narrazione mitologica dei socialisti italiani di So Paulo Partendo dallidea di patriottismo, situata nello spazio metafisico irraggiungibile dal pensiero sperimentale e, pertanto, dalla critica, i socialisti italiani di So Paulo costruirono un linguaggio armonico nel quale la figura di Garibaldi esercitava un ruolo fondamentale. Era in gioco il superamento dei problemi politici incontrati dalla comunit. Tale patriottismo si materializzava attraverso azioni volte alla tutela dellitalianit, azioni dispiegate che sarebbero andate oltre la frontiera del capitalismo, spingendo nellagognato mondo del socialismo. Per garantire questo percorso, bisognava invocare e imitare una divinit: Garibaldi. I suoi passi, opportunamente imitati, avrebbero condotto alla strada giusta per il futuro. Tuttavia, cerano ostacoli da superare in questa direzione. In questa narrazione simbolica, i fascisti agirono come quei creatori di contrattempi che sincontrano in tutte le narrazioni epiche. Cos i socialisti svilupparono la loro impresa titanica davanti allIdra di Lerna del capitalismo e alle sue teste nefaste, costituite dalle azioni dittatoriali del fascismo dissimulatore, che insistentemente cercava di avvalersi dello stesso eroe e della stessa italianit. Cera bisogno allora di delimitare bene il terreno della democrazia, non permettendo unappropriazione indebita della simbologia strutturante dellidentit italiana. Vediamo come, oggettivamente, nel discorso rivolto alla comunit, nel corso dei primi decenni del secolo, questi elementi costitutivi dello schema semio-logico apparivano sulla stampa socialista.

    a) Sentimento patriottico Il Secolo del 23 giugno 1909 descriveva il patriot-tismo come un sentimento inattingibile attraverso i fatti della vita sociale e politica, posizionandolo al di sopra delle convinzioni socialiste e, in qualche modo, considerandolo come lo strumento pi semplice per rendere uguali le persone:

    Editrice: Rubbettino A cura di Vittorio Cappelli e Alexandre Hecker

    Janeiro / Fevereiro 13

    Gli italianial di sopra delle

    divisionipolitiche

    Soluzione storica: socialismo

    patriottismosacro, socialista

    Il mitodi Garibaldicome una semantica

    Pericolinel percorso

    per la realizzazionedella storia:

    i nemici

    Il mito di Garibaldi come una semantica

  • D E M O C R A T I C O8 f o r u m22 Janeiro / Fevereiro 13D E M O C R A T I C O8 f o r u m22

    i t a l i a

    f o r u mD E M O C R A T I C O822

    Il sentimento patriottico ebbe la sua funzione storica, poi degener; cos come linternaziona-lismo proletario e socialista ebbe il suo momento con lInternazionale [...]. Ma questultimo fu troppo distante negando la Patria e confondendo il patriottismo interessato e festaiolo con linvincibile sentimento di affetto che ogni uomo ha per il pro-prio paese che lo ha visto nascere, dove fu educato, del quale porta inconsapevolmente insieme alla sua anima le tradizioni del passato e le aspirazioni del futuro.

    Senza soluzione di continuit, questo sentimento riguardava tutti e, anche inconsapevolmente, a tutti gli interessati diceva:

    Ci sono momenti nella vita dei popoli in cui un ideale pu trasformarsi in situazioni reali [...] [at-traverso] unattivit miracolosa che crea lenergia eroica degli spiriti e suscita il prodigio immortale della fortuna [...] [NellItalia di Garibaldi si sviluppato un sentimento] che si esercitato, in uomini ancora incoscienti, come un lungo fermento, lento [...] il germe dei secoli che fecond nel sottosuolo della vita, che espanse la forza delle radici sotterranee9.

    In questo modo, nel discorso socialista, litalianit dovrebbe mostrarsi al di sopra delle divisioni politiche. Quando ancora si discuteva la partecipazione dei rap-presentanti della comunit che sarebbero stati presenti allinaugurazione del busto di Garibaldi, il Secolo del 22 giugno 1909 osservava: Ci rallegriamo per quanto successo [. . .] come facciamo per qualsiasi rivendica-zione di italianit. Ma alla vigilia dello scioglimento del Comitato popolare incaricato delle celebrazioni, con la formazione soltanto di un gruppo ristretto di autorit per animare la festa patriottica, il giornale si oppose, invocando leroe come garanzia delluguaglianza di tutti davanti allaltare della patria:

    Si tratta di un comitato di tutti, senza distinzione [...]. [Per le celebrazioni] bisogna riferirsi a una vera e propria dimostrazione di italianit, senza distinzione di gruppi [ ... ]. Al cospetto di Garibaldi non si devono fare distinzioni in modo tale che tutti gli uomini onesti, tutti coloro che veramente si sentono impregnati dello spirito del proprio paese e di responsabilit per lumanit,

    per la libert e per la giustizia stiano uniti10.

    b) Garibaldi eroe o santo.Il veicolo per praticare il patriottismo era costituito dalla presenza simbolica delleroe, come mediatore delle relazioni tra la colonia italiana e la sua patria di adozione:

    Laltro indizio sicuro di amore e di affetto che Garibaldi manteneva per il Brasile fu il poncho, questo capo dabbigliamento tipico del Rio Grande do Sul, che lui continu a indossare fino agli ultimi giorni. Lo indossava appunto il 18 aprile 1861, quando per la prima volta entr nella Camera italiana per la storica e tumul-tuosa sessione nella quale si discusse la sorte dellesercito meridionale [...]. Garibaldi, soldato di libert, lott per la libert brasiliana con lo stesso affetto, con lo stesso entusiasmo, con lo stesso disinteresse con cui lott [...] pi tardi per la sua patria, IItalia11.

    A volte il ruolo delleroe assumeva unobiettiva sacralit nella difesa di un patriottismo allargato, nella progettazione di un discorso socialista umanitario:

    Garibaldi un santo della nuova civilt [...] sa-cro non solo per gli italiani che ebbero la fortuna di averlo come compatriota, ma per tutti gli uo-mini che professano la Iibert e la giustizia [...]. (Lo distingueva) lamore viscerale per 1umanit [...] (che) dovunque lo si chiamasse lui non manc di assistere: da Salto nel Rio Grande do Sul, dai margini del Plata fino allinterno della regione di Dijon, la sua vita intera fu un inno di amore verso lumanit12.

    Sulaltare della patria Garibaldi sacrific tante volte lamor proprio13

    Cavaliere di umanit [...] lo chiamano cos a causa della sua generosit dolce, a volte quasi infantile, che lo faceva diventare attento al cospetto delle disavventure dei popoli e dei semplici e lo gettava nella lotta disinteressa-tamente. Sempre contro la prepotenza, contro larbitrio, contro lingiustizia14.

    c) Socialismo patriottico come soluzione teleologica.

    Immaginando una manifestazione permanente del mitizzato spirito italiano, durante la storia recente del Paese - che nel XIX secolo prese la forma delle lotte patriottiche per lunificazione, condensate nella traiettoria politica di Giuseppe Mazzini e nellattuazione eroica di Giuseppe Garibaldi - i socialisti italiani di So Paulo credevano di stare, nel XX secolo, di fronte a una svolta storica, nella quale sarebbe toccato a loro realizzare la prossima tappa del processo. Il periodo del Risorgimento ha visto uniti Mazzini come il cervello, lo stratega, per luso di saggezza in favore della giustizia e delluguaglianza sociale, e Garibaldi come campione damore per lumanit e la libert. Mente e anima del recente passato rivoluzionario, cos Il Secolo dell8 aprile 1910 si riferiva ai due personaggi. E in unedizio-ne successiva, il giornale affermava:

    Questi uomini vissero una crisi sublime che restitu, attraverso prove terribili, allItalia il suo posto neI mondo [...]. DalIa vecchia terra italiana nacque una stirpe garibaldina, stirpe leggendaria che con il suo sangue nutr la storia e cre una nuova Italia15.

    Per gli intellettuali militanti di So Paulo, la soluzione storica del chiaro destino italiano sarebbe stata realiz-zata mediante ladozione del progetto socialista. Per tale ragione il nuovo eroe di questo viaggio nel mondo della giustizia e della felicit, caricato dalla missione dei suoi grandi precursori, fu il deputato del Psi Giacomo Matteotti, vilmente assassinato da un commando fascista nel giugno del 1924, dopo una veemente de-nuncia di frode nelle elezioni italiane. Lassociazione tra Matteotti e Garibaldi apparve evidente nelle pagine del giornale dei socialisti.

    Incurante della vita, disprezzando i pericoli, cos come in altro campo Matteotti [...], Garibaldi lantitesi dei farabutti che governano 1Italia. Per questo gli esiliati di tutti i partiti si inchinano davanti alla sua figura miracolosa e salutano le espressioni ardenti delleroismo umano16.

    Cos come Garibaldi aveva fatto nel passato - asseriva Lltalia, giornale degli uomini liberi, il 2 giugno 1932 - Matteotti adesso indicava il cammino per il futuro.

    d) Il fascismo nemico Completando la logica narrazione immaginata per la liberazione della comunit e puntando al raggiungimen-to del previsto fausto futuro, il compito richiesto per la realizzazione della storia consisteva nello sconfiggere il nemico fascista sul campo del significato politico e dei suoi valori. Obiettivamente era necessario impedire che le camicie nere e Mussolini si appropriassero dellimmagine di Garibaldi; pretesa, questa, presente nelluso dei fascisti dellappellativo duce, precedente-mente attribuito alleroe. Per questo i socialisti ritenne-ro fondamentale evidenziare le differenze nel modo di agire dei due leader:

    Difendiamo Garibaldi: il vero Duce, dopo aver liberato quasi tutta lItalia meridionale dal giogo borbonico, di fronte alla possibilit della guerra ci-

    Janeiro / Fevereiro 13

  • f o r u mD E M O C R A T I C O 23

    Janeiro / Fevereiro 13 f o r u mD E M O C R A T I C O 23

    i t l i as t o r i a i t a l i a n a

    f o r u mD E M O C R A T I C O 23

    vile, per lunit italiana [...] fece la grande donazione del Regno dItalia al monarca. Il falso Duce, invaso dalla folle mania di dominio, al contrario, cre e foment una guerra civile tra una minoranza armata e quasi tutto il popolo. Ora il dittatore si rivolge allo scoglio di Caprera [...]. Permetter il popolo che [...] (i fascisti) offendano il nome di Garibaldi per incitare i deliri delle sue legioni [...]? Permetter [...] che profanino il nome [...] di colui che salut il socialismo come il sole del futuro17?

    In Italia, i fascisti tentarono di dimostrare simbolicamente il loro presunto rapporto con Garibaldi, promuovendo il trasferimento delle ceneri di Anita da Nizza a Genova, e poi, con una grande marcia commemorativa, portandole trionfalmente a Roma. Per impedire questo spettacolo, pur considerando le sue deboli forze per interferire nelle decisioni del governo italiano, il giornale La Difesa pubblic appelli al popolo e alle autorit brasiliane perch impedissero la spoliazione della memoria della moglie brasiliana di Garibaldi. Linvito ai brasiliani giunse da Alceste De Ambris, che allora risiedeva esule in Francia: Non sembra necessario, o meglio obbligatorio, strappare agli sciacalli il nome e la gloria pura di Anita, la brasiliana morta per lItalia [..] ?18 E successivamente, in prima pagina: [...] la generosa Donna e il Cavaliere dellUmanit non possono soffrire offese cos calunniose per il fatto che i fascisti inscenano manifestazioni19

    3. La scansione narrativaLo storico francese Raoul Girardet, nel suo classico Mitos e mitologias polticas, spiega che il mito politico affabu-lazione, deformazione o interpretazione oggettivamente inaffidabile del reale. Ma, in quanto narrazione leggendaria, esercita anche una funzione esplicativa fornendo una serie di chiavi per la comprensione del presente [...]. Questo ruolo di spiegazione si dispiega in un ruolo di mobilitazione [...]20. Fu realmente in funzione di queste tre dimensioni che si struttur il mito di Garibaldi per i socialisti di So Paulo. Fu un affabulazione, nel senso dellutilizzo di un perso-naggio sradicato dal reale, ma non signific incapacit argomentativa del discorso socialista o dimostrazione di una intellettualit imperfetta. Al contrario. La mitizza-zione di Garibaldi da parte dei socialisti rappresent luso di una coerenza simbolica capace di esprimere a un livello pi profondo di comprensione lamore patriottico, consi-derato come un linguaggio poetico autonomo e sovrap-posto alla logica degli argomenti. Si present, insomma, come un sentimento parallelo al pensiero razionale. Una metafisica. Fu anche una spiegazione, in un duplice senso. Da un lato rese comprensibile la relazione tra immigrazione e conservazione dellitalianit, mantenendo nel livello simbolico la relazione intima con lltalia reale (infatti, Garibaldi lott per tutti gli italiani in tutti i posti). Ma spieg anche il progetto socialista adottato, giacch Garibaldi fu il generoso lottatore per lumanit. Il Gari-baldi immaginato, favoleggiato, collocato fuori dal tempo e dallo spazio, infine, mobilit politicamente limmigrato, spingendolo ad agire per il superamento delle differenze regionali e del duro mondo quotidiano della colonia. Linvestimento di tempo in una comunit italiana fuori dallltalia potrebbe allora essere inteso come un tempo sacro, di realizzazione diretta del suo destino universale. La rappresentazione di Garibaldi riun tutti sullaltare

    simbolico della patria che concen-trava le glorie italiane e, nel caso delle lotte socialiste a So Paulo contro il fascismo, che allora stava per essere impiantato, aliment le forze per la mobilitazione contro i limiti del capitalismo paulista, allora dominato da lite speculatrici, delle quali, per, anche degli italiani facevano parte. Nel caso dei fascisti e dei loro obiettivi di conquista della colonia di So Paulo, il mito di Garibaldi esercitava un ruolo ben differente da quello esercitato per i socialisti: per le infuriate camicie nere, Garibaldi forn una giustifica-zione per ladozione di unitalianit basata sui valori del coraggio e della dominazione violenta, carburante necessario per leliminazione di mezzi e obiettivi democratici. Come osserv Roland Barthes21, la logica del mito non si traduce in un discorso qualsiasi, ma in un linguag-gio, in una narrazione. Cos come, a proposito di Garibaldi, il linguaggio non conobbe soltanto un significato, un segno, per usare la terminologia dello stesso Barthes. Mantenendo il significante Garibaldi e attribuendo-gli un significato analogo - leroe, il vendicatore, limpavido - fascisti e socialisti costrui-rono differenti segni per il leader dellitalianit. Nel presentare questa disputa simbolica ci sembrato di svelare parte significativa della storia, tanto degli italiani quanto dello stesso Stato di So Paulo.

    1 Per impossibilit pratica, le citazioni tratte dai gior-nali italiani di So Paulo non sono state controllate sugli originali ma sono state ritradotte dal testo in portoghe-se [N.d.T.].2 G.W.F. Hegel, A Razo na Histria: uma introduo ge-ral filosofia da histria, Centauro editora, So Paulo 2004, p. 79 e passim.3 Nella sequenza cronologica di Hegel, ma ancora nel pieno dominio della concezione romantica della storia, lo scozzese T. Carlyle, nel suo Os heris (On Heroes and Hero Worship and the Heroic in History), Melhoramen-tos, So Paulo 1963, va ancora pi lontano e afferma che la storia universale, la storia di ci che luomo re-alizz in questo mondo, sostanzialmente altra cosa non se non la storia dei grandi uomini che qui agirono. 4 N. Santoro de Constantino, Memria de Garibaldi e a construo da identidade entre italianos no Rio Grande do Sul, in O.L. de Barros Filho, R. Vaz Seelig, S. Bojunga (a cura di), Os caminhos de Garibaldi na America, Laser

    Press Comunicao, Puerto Alegre 2007.5 Le informazioni che sono servite da base per la raccolta di questi dati si trovano sul sito del Memorial do Imigrante, http://www.memorialdoimigrante.sp.gov.br/historico/e6.htm.6 R. Barthes, Mitologias, Difel, Rio de Janeiro 1978.7 Evidentemente non vi una precisione statistica in queste osservazioni. Risalta che non ci sia una logica stretta nel paragone tra il contingente di entrate e il numero di schedati, anche perch molti dei persegui-tati dalla polizia arrivarono nello Stato in unepoca precedente al 1924. Inoltre, necessario considerare che, avendo i brasiliani nomi e cognomi indistingui-

    bili dai portoghesi ed essendo i documenti del Deops molte volte incompleti (cio senza identificazione della nazionalit), possibile che un buon numero di individui non possano essere riconosciuti dalla ricerca come por-toghesi. I numeri generali sullimmigrazione sono tratti dal sito del Memorial do Imigrante, gi citato.8 Sebbene Joo Fbio Bertonha (J.F. Bertonha, O antifa-scismo socialista italiano de So Paulo nos anos 20 e 30, Dissertao de mestrado, Unicamp, Campinas, 1994), affermi che importante osservare che, senza dubbio, n il fascismo e n lantifascismo riuscirono a conqui-stare completamente le comunit emigrate e ci che ci fu realmente fu la presenza di minoranze policitizzate che fianco a fianco si disputavano una schiacciante maggioranza non policitizzata, la verit che le isti-tuzioni italiane nello Stato di So Paulo passarono quasi totalmente sotto la direzione dei fascisti o di personaggi a loro vicini. Lantifascismo fu sempre una opposizione esclusa dagli spazi di potere: giornali, imprese, scuole, club e, ovviamente, organi di rappresentanza ufficiale.9 Il Secolo, 2 giugno 1910.10 Il Secolo, 29 giugno 1909.11 Il Risorgimento, 1 giugno 1928.12 Il Secolo, 2 giugno 1909.13 Il Secolo, 29 giugno 1909.14 Il Secolo, 2 giugno 1929.15 Il Secolo, 2 giugno 1910.16 La Difesa, organo settimanale degli uomini liberi, 2 giugno 1929.17 La Difesa, 27 gennaio 1932.18 La Difesa, 30 gennaio 1932.19 La Difesa, 1 marzo 1932.20 R. Girardet, Mitos e mitologias polticas, Cia das Letras, So Paulo 1987, p.13 (Edizione originale: Mythes et mythologie politiques, Seuil, Paris 1986).21 R. Barthes, op. cit., pp. 131 e ss. (in italiano si veda: Miti doggi, Einaudi, Torino 2007).

    Janeiro / Fevereiro 13

  • D E M O C R A T I C O8 f o r u m24 Janeiro / Fevereiro 13D E M O C R A T I C O8 f o r u m24

    FD - Antes de vir para o Brasil, como era sua vida?

    AB - Nasci em 1969, em Palermo, na Sicilia, onde ainda hoje mora minha famlia, e l estudei e me formei em Economia e Finanas. Meus pais sempre nos incentivaram (tenho um irmo e um irm) a estudar, indicando-nos a educao e a formao como a via principal para o cresci-mento pessoal. Alm da dedicao aos estudos, antes de Economia, estudei matrias clssicas, incluindo latim e grego. Tinha uma paixo muito grande pelo esporte e em particular pelo remo. Tornei-me vrias vezes campeo siciliano, em diferentes embarcaes, e ganhei tambm algu-mas competies nacionais, passando a ser um atleta de interesse da seleo italiana. A cidade onde nasci uma cidade de mar e de sol, que tem praias e porto como no Rio de Janeiro e por alguns aspectos as duas cidades so parecidas (basta ver a praia de Mondello do alto para re-lembrar um pouquinho da praia de Copacabana). E como sol e mar esto no meu DNA, sempre preferi morar em cidades que tenham

    estes requisitos (bem antes do Rio, por exemplo, morei por um ano em San Diego, na Califrnia). Podemos dizer que, de alguma forma, sou metereoptico; seria difcil para mim morar em Londres ou em Nova York. Aos 24 anos, ao completar os es-tudos, me mudei para Roma, cidade onde comecei a minha carreira profissional, na Arthur Andersen, na poca lder mundial no setor de auditoria e consultoria adminis-trativa para o mercado corporativo. Comecei a viajar muito a trabalho e a morar em diferentes cidades, na Itlia e no exterior, mas apesar da distncia, sempre mantive uma relao muito forte com a minha famlia e sempre fizemos de tudo para nos encontrar muitas vezes durante o ano.

    FD - Que motivos o fizeram emigrar? Por que escolheu o Bra-

    sil? Por que o Rio de Janeiro?

    AB - No acredito que a minha vinda ao Brasil, pelo menos no comeo, tenha sido uma emigrao de fato. Fazia parte de uma etapa de crescimento profissional, oferecida pela empresa para qual trabalho at hoje, que a Telespazio, do grupo Finmeccanica/Thales. A minha expatriao, no ano de 1999, previa dois anos de contrato de trabalho no Brasil, e, em seguida, deveria retornar para a Itlia ou para outra sede do grupo em algum lugar do mundo. Vir ao Brasil me interessou muito porque, na poca (1999), representava um grande desafio, no somente do ponto de vista do mercado de telecomunicaes (recm privatizado), mas tambm pelo cenrio de instabilidade que o Brasil apresentava. Com relao escolha do Rio de Janeiro, considero que fui muito sortudo, pois era a cidade onde a Telespazio estava sediada!!! Se no tivesse vindo para o Rio de Janeiro, no acredito que teria permanecido no Brasil.

    e m i g r a z i o n e

    Siciliano de Palermo, Alessandro Barill vive no Rio de Janeiro desde 1999. Veio a trabalho para ficar por dois anos, mas decidiu permanecer no Brasil. economista, trabalha na Telespazio, mantm forte vnculo com a Cmara talo-Brasileira de Comrcio e est sempre em contato com a famlia e com a Itlia. Apaixonado pelo seu pas de origem, Alessandro se considera sortudo por ter vindo para o Rio de Janeiro, por suas praias, pelo sol e pela alegria