Osteoartrite 2017

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Alambert, PA DISCIPLINA DE REUMATOLOGIA 2017 ARTROSE

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Alambert, PA

DISCIPLINA DE REUMATOLOGIA

2017

ARTROSE

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SINONÍMIASINONÍMIA

Os termos osteoartrose Os termos osteoartrose ou osteoartrite (OA) são ou osteoartrite (OA) são empregados como empregados como sinônimos de artrosesinônimos de artrose..

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OSTEOARTRITEOSTEOARTRITE

DEFINIDEFINIÇÇÃOÃO

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DEFINIÇÃODEFINIÇÃO

“Um grupo heterogêneo de condições que determinam sintomas e sinais articulares que se associam a defeitos da integridade da cartilagem articular, além de modificações no osso subjacente e nas margens articulares”. (ACR) Colégio Americano de Reumatologia

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DEFINIÇÃO

A descrição da OA como doença articular exclusivamente degenerativa constitui um equívoco, pois OA não é simplesmente um processo de desgaste, mas sim de remodelação anormal dos tecidos articulares impulsionada por uma série de mediadores inflamatórios na articulação afetada.

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DEFINIÇÃO

• Quadro reumático mais comum, caracterizado pela perda quantitativa e qualitativa da cartilagem articular com conseqüente remodelação óssea hipertrófica local e uma inflamação secundária.

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“O processo de doença não afeta apenas a cartilagem articular, mas envolve toda a articulação incluindo osso subcondral, ligamentos,cápsula, membrana sinovial e músculos periarticulares. Finalmente, a cartilagem articular se degenera com fibrilação, fissuras, ulcerações e afinamento total da superfície articular”

CONCEITO ATUALCONCEITO ATUAL

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DE MODO MAIS SIMPLES:DE MODO MAIS SIMPLES:

“ A osteoartrose é uma insuficiência qualitativa e quantitativa da cartilagem articular associada a alterações típicas do osso subcondral “

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EPIDEMIOLOGIA

A osteoartrite (OA) é a principal causa de dor e incapacidade em adultos mais velhos e a segunda causa de consulta médica dentre as doenças crônicas em nosso meio.

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EPIDEMIOLOGIA

Portanto, OA constitui um grave problema de saúde pública. Sua prevalência está crescendo nos países desenvolvidos, devido ao envelhecimento da população e a outros fatores tais como lesões adquiridas biomecânicas e obesidade.

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EPIDEMIOLOGIA

Estima-se que no Brasil 4% da população apresente OA sendo a articulação do joelho acometida em 37% dos casos.

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ETIOLOGIA

• Na etiologia da OA, a resposta da cartilagem articular à injúria ou degeneração artrósica é de reparação ineficiente.

• As propriedades bioquímicas e mecânicas do novo tecido diferem da cartilagem original e resultam numa função articular inadequada ou alterada.

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FISIOPATOLOGIA

OSTEOARTRITE

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FISIOPATOLOGIA

• O melhor conhecimento da fisiopatologia inflamatória da OA provavelmente determinará novas abordagens para retardar alterações destrutivas na articulação e evitar o comprometimento funcional permanente.

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FISIOPATOLOGIA

• Recentemente identificou-se um papel central para o sistema do complemento inflamatório na patogênese da osteoartrite ; descobriu-se que a expressão e ativação do complemento é anormalmente elevada nas articulações de humanos com osteoartrite.

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CARTILAGEM NORMAL

• A composição e a complexa organização estrutural entre o colágeno e os proteoglicanos garantem as propriedades inerentes à cartilagem articular, como resistência, elasticidade e compressibilidade, necessárias para dissipar e amortecer as forças, além de reduzir a fricção, sem muito gasto de energia, a qual as articulações diartrodiais estão sujeitas

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CARTILAGEM NORMAL

Matriz extra-celular:95%Células:5%

Colágeno ll- 90%

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FIBRAS COLÁGENAS

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PROTEOGLICANO:

Proteína globular

glucosaminoglicanos

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PATOGENIA

Estímulos precipitantesEstímulos precipitantes

CONDRÓCITOSCONDRÓCITOSFissuras e depressões na cartilagem

Alterações na posição etamanho das fibras decolágeno

LIBERAÇÃO DE ENZIMAS

ALTERAÇÃO DA MATRIZ EXTRACELULAR

ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS

Formação de osteófitos

OSTEOARTRITEOSTEOARTRITE

Inflamação

Resposta imunológica

Proliferação celular

Matriz celu laraumentada

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CONDRÓCITOS

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CONDRÓCITOS

• Na OA, os condrócitos tornam-se “ativados” e caracterizam-se pela proliferação celular, formação de aglomerados e aumento da produção das proteínas e enzimas que degradam a matriz.

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CONDRÓCITOS PRODUZEM

• Mediadores pró-catabólicos (citocinas)IL-1 e TNF alfa ativam enzimas proteolíticas(metaloproteases)

• Mediadores pró-anabólicos (fatores de crescimento)

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OSTEOARTRITE INICIAL

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OSTEOARTRITE TERMINAL

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CARACTERIZAÇÃO CLÍNICA

• Dor, deformidade.limitação dos movimentos e progressão lenta para a perda de função articular

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ARTICULAÇÕES ACOMETIDAS

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PRIMÁRIA (idiopática): Ocorre na ausência de qualquer fator predisponente conhecido e se subdivide em duas categorias, localizada e generalizada (inclui 3 ou mais áreas).

SECUNDÁRIA: É aquela em que se reconhece uma causa ou um fator preexistente.

EROSIVA:Também conhecida como osteoartrose inflamatória. Acomete as articulações IFD e IFP nas mãos, com FR (fator reumatóide negativo)

ClassificaçãoClassificação

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FATORES DE RISCO

• Os fatores de risco mais comuns para OA incluem idade, sexo, lesão articular prévia, obesidade, predisposição genética e fatores mecânicos, incluindo desalinhamento, amplitude de movimento e anormalidade da estrutura articular.

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PATOLOGIA

As alterações patológicas presentes nas articulações com osteoartrite incluem a degradação da cartilagem articular, o espessamento do osso subcondral, a formação de osteófitos, graus variáveis de inflamação sinovial, degeneração de ligamentos no joelho, meniscos e hipertrofia da cápsula articular.

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CARTILAGEM FISSURADA

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CARTILAGEM FISSURADA

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SULCOS

v o l t a r a v a n ç a ri n í c i o

13/9/2005

Menisco medial

Superfície articular com sulcos

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HISTOLOGIA NORMAL DA CARTILAGEM

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O vermelho indicasíntese de proteoglicanos

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PATOLOGIA

• Os achados de alterações patológicas nos tecidos articulares são a base para considerar a OA como uma doença “orgânica” que resulta em “falha articular”. Ou seja, a OA tem etiologia multifatorial e bases inflamatórias que levam progressivamente ao desgaste das estruturas, comprometendo a funcionalidade articular.

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DIAGNÓSTICO

• Histórico clínico (anamnese)• Exame Físico• Exames de laboratório• Estudos radiográficos

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ANAMNESE

• Dor em uma ou poucas articulações• Rigidez matinal com menos de 30 minutos de

duração• Crepitação por perda da cartilagem ou

irregularidades nas superfícies articulares• Limitação do movimento

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EXAME FÍSICO

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osteoartrose

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LABORATÓRIO

NormalExame geral de urina

NegativoFator reumatóide

Cor palha e viscosidade adequada, o número de leucócitos < 2.000

Líquido sinovial

NormalVelocidade de hemossedimentação

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RADIOLOGIA

No início da doença não se observam anormalidades. Com seu desenvolvimento, observam-se:

• Diminuição do espaço intra-articular• Esclerose subcondral (eburnação)• Osteófitos; • Erosão e anquilose óssea (pseudocistos ósseos).

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TRATAMENTO

• Os objetivos a atingir com o tratamento são:

• 1.Aliviar a dor• 2.Manter a funcionalidade articular• 3.Educar o paciente e sua família

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TRATAMENTO

• Tratamento Físico

• Tratamento Farmacológico

• Tratamento Cirúrgico

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TRATAMENTO FÍSICO

• Diminuição de peso • Realizar programas de exercícios

para manter a força muscular, a flexibilidade das articulações e evitar deformidades

• Terapia ocupacional

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TRATAMENTO FARMACOLÓGICOTRATAMENTO FARMACOLÓGICO

Ação lenta

AGENTES

Ação rápida

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AÇÃO RÁPIDA

• Analgésicos• AINHs• Miorrelaxantes• Corticosteróide intra-articular• Colchicina

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AÇÃO LENTA

• Glicosamina• Condroitina• Diacereína• Extratos

insaponificados de soja e abacate

• Ácido hialurõnico• Cloroquina

• Necessitam mais estudos

Sintomáticos Modificadores de doença

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TRATAMENTO CIRÚRGICOTRATAMENTO CIRÚRGICO

•As técnicas cirúrgicas empregadas na osteoartrite são artrodese, artroplastias, osteotomias, desbridamento articular, liberação de nervos periféricos, etc.

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CONCLUSÃO

• Osteoartrite NÃO é sinônimo de “envelhecimento”.

• Freqüentemente, o paciente com osteoartrite procura primeiro o clínico geral. Por isso, é importante conhecê-la.

• Se houver dúvidas ou complicações, deve-se consultar o reumatologista.

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