carpe diem revista cultural

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  • CARPE DIEM

    CARPE DIEMREVISTA CULTURALREVISTA CULTURAL

    Revista dos alunos da Fundao Torino - Nmero IX - Fevereiro, 2010 - Distribuio gratuita

  • impossibile non tuffarsi e perscrutare questa edizione specialissima della rivista Carpe Diem in cui la nostra equipe ci parla dellACQUA!

    Come insegnante di biologia mi viene naturale ricordare che lacqua domina lo scenario attuale della superficie terrestre, occupandone pi dei

    due terzi, oltre a costituire circa il 60% del corpo umano adulto (percentuali maggiori si riscontrano in et inferiori), una quota molto

    elevata che ci ricorda quanto lacqua sia importante nel nostro organismo, dove svolge numerose funzioni. Infatti, fondamentale nella regolazione

    del volume cellulare e della temperatura corporea e costituisce il mezzo di trasporto dei nutrienti e delle scorie metaboliche durante il processo di

    eliminazione di queste ultime. Ma Questa non una lezione! un caloroso invito a soffermarvi e a contemplare in questa edizione la bellezza della citt di Venezia, un miracolo sullacqua o a capire la dinamica delle risorse idriche attraverso unintervista fantastica allo

    specialista Marcelo Libneo. Rinfrescatevi le idee conoscendo il progetto Manuelzo e sicuramente la lettura di queste pagine vi porter a riscoprire

    limportanza dellacqua come un qualcosa estremamente semplice, ma meravigliosamente prezioso.

    In questo numero lidratazione assicurata! Buona lettura a tutti!

    Chiara AlgisiProfessora de Biologia

    Editoriale

    arte

    : Alexa

    ndre

    Fonseca

  • Ol, jovens,

    Na sexta-feira (18/12/09) fiquei surpresa ao me deparar com uma correspondncia com destinatrio: Corine Kyo Iwamura.

    Obviamente a surpresa foi maior quando vi que se tratava da revista que a Amanda havia dito que mandaria. Mais agradvel ainda foi ver as mensagens deixadas na capa e o autgrafo da Fernanda Takai. Quase chorei (t, no, mas foi ultra legal).

    Mando o email para agradecer tudo e elogiar o trabalho que vocs fazem! Ainda que no entenda muito bem os textos em italiano, a revista demais!

    Obrigada e continuem com essa mentalidade incrvel!

    Abraos,

    Corine Kyo Iwamura

    Essa uma revista pra gente ler devagarzinho, talvez deitado na cama, ou sentado na grama, ou quem sabe na mesa de um bar. Pode comear pela poesia, passar para a entrevista, voltar para outro verso, deslizar ento pelos filmes, deliciar-se com o perfil de algum e depois franzir a testa, concentrado, para conhecer uma opinio sobre um tema interessante. Bonita essa mistura de aluno e professor, Italiano e Portugus, resenhas e estudos, leveza e seriedade. uma revista que s vezes parece um jornal, um jornal que me fez lembrar um almanaque, um almanaque que tem alguma coisa de livro. Num tempo em que a moda o efmero, o virtual, importante que ela continue; e que, por mais que mude, mantenha-se sempre como :

    bonita, inteligente, desinquieta, surpreendente, e escrita no bom e velho papel, pra que a gente possa pegar, cheirar, virar as pginas, e ento levar para a cama, ou para a grama, ou quem sabe para a mesa de um bar.

    Marcio Tlio Viana - professor nas Faculdades de

    Direito da UFMG e da PUC-Minas

    Agradecemos ao carinho e ao apoio dos leitores!

    Equipe Carpe Diem

    33CARPE DIEM

    Cartas 3Pelo Mundo 4Entrevista 5Clinamen 8Opinio 14Poesias 16Perfil 18

    Biografia 20Etimologia 21

    Carpe Noctem 21Recomenda 22

    Tirinha 24Passatempo 25

    Seo Curinga 26Plunkt Plakt

    Zum 27

    Envie sua crtica, sugesto, desenhos, textos ou comentrios:

    [email protected]

    Cartas

    Index

  • 4

    Pelo Mundo

    CARPE DIEM4

    H mais de 1500 anos comearam as primeiras ocupaes no territrio que ento viraria a grande repblica martima do mar Adritico: La Serenissima. Segundo a tradio, Veneza foi fundada em 25 de maro de 421 d.C., quando povos vnetos fugiram de suas cidades invadidas pelos brbaros para se refugiarem na futura Veneza, uma pennsula at ento habitada somente por pobres pescadores.

    Da em diante passaram-se os anos e a Repubblica della Serenissima cresceu, sempre em funo da sua particular condio geogrfica, expandiu seus territrios, virou uma grande potncia martima, conquistou terras e se tornou um dos maiores centros culturais (artstico, cientifico e literrio) da Europa. Protegida dos inimigos pelo seu territrio de acesso restrito s naves e de gua baixa, que favorecia o encalhe, Veneza conquistou territrios que iam do Veneto, Friuli, Bresciano, Bergamasco at as portas de Milo, e dominou grande parte da costa do Adritico, alm de manter um lucrativo comrcio com o oriente. Quando falamos da Repubblica Serenissma, no podemos deixar de citar nomes como o grande explorador do oriente Marco Plo, os pintores e escultores Carpaccio, Canova, Giovanni Bellini, Tintoretto, Tiziano, Giorgione, Giovan Battista Tiepolo, Paolo Veronese, o compositor Antonio Vivaldi, os dramaturgos Carlo Goldoni e Carlo Gozzi, o escritor, famoso pelas suas a v e n t u r a s , Casanova , e muitos outros que fizeram parte da histria dessa cidade e que eternizaram as suas glrias passadas. Tudo isso acabou com a c h e g a d a d e

    Napoleo, que com seu e x r c i t o e o Tratado de Campofrmio p r e s e n t e o u a ustria com essa milenar cidade. Foi assim que em 1797 cai a S e r e n s s im a . somente em 1866 que Veneza passa a fazer parte do Reino da Itlia. Foi, ento, que Veneza comeou a se transformar na

    cidade que

    conhecemos hoje: uma cidade que respira histria, com seus palcios e igrejas e seu misterioso romantismo. Sua renda principal dada pelo turismo (de caros hotis e restaurantes, a gondoleiros e inmeras lojinhas que vendem todo tipo de souvenir). So 18 milhes de turistas por ano segundo uma crnica do jornal La Repubblica e somente 70000 residentes fixos na cidade histrica. Talvez por isso seja difcil imaginar que algum possa morar nessa cidade.

    Efetivamente a vida dos habitantes de Veneza diferente. Para comear, o bvio: no existem carros. O meio de transporte mais usado so os ps. As ruas so feitas de gua (os chamados canale) tornando os barcos o segundo meio de transporte mais utilizado. Como nem todos podem se permitir ter um barco (e mais difcil ainda um lugar onde mant-lo estacionado) existem os transportes pblicos aquticos, os vaporetti ou como os venezianos carinhosamente o chamam: el bateo. O fato de se caminhar sempre ou utilizar o transporte pblico faz de Veneza uma cidade muito humana, pois comum encontrar amigos e conhecidos pelas ruas e assim parar para trocar novidades. Alm disso, como tudo aquilo que voc compra ou precisa carregar necessariamente ser levado nos braos, os venezianos acabam aprendendo a medir a suas prprias foras, trazendo s o essencial para casa. Nesse sentido Veneza uma cidade muito mais medida do homem.

    Izabela LamegoIV Liceu

    Da Repblica Serenssima Veneza de agora

    arte: www.deviantart.com/ktjones

  • MarceloLibnio

    Entrevistamos Marcelo Libnio em sua sala na Escola de Engenharia da UFMG, onde leciona.

    Estvamos tensos, pois seria nossa primeira entrevista de carter mais tcnico nunca havamos entrevistado algum da rea de

    exatas. Ele, simptico, nos deixou confortveis com o bom papo. Graduado em Engenharia

    Civil, mestre em Engenharia Sanitria, doutor em Hidrulica e Saneamento e tem

    ps-doutorado pela Universidade de Alberta. Conversamos sobre gua, um tema que pode parecer banal mas s porque a temos em

    abundncia com um simples giro de torneira.

    R$ 50 milhes. A indstria da gua envolve muito dinheiro. Os gastos das concessionrias de abastecimento so basicamente com pagamento de funcionrios e com a energia eltrica.

    Como era a bacia hidrogrfica na regio de Belo Horizonte antes da urbanizao?

    Essa uma pergunta difcil de responder. Com a ocupao antrpica, houve uma deteriorao da qualidade da gua, causada pelo despejo das guas pluviais e pelos despejos humanos, tratados ou no. Os maiores danos foram causados pela impermeabilizao do solo. Na dcada de 50, por exemplo, se casse uma chuva na regio do Belvedere a gua seria retida pela

    melhores situaes entre as capitais brasileiras.

    E como funciona a distribuio?

    Atravs da integrao de vrios sistemas.

    A indstria da gua rentvel?

    No se sabe ao certo, mas possvel fazer uma suposio:A Grande Belo Horizonte tem, aproximadamente, 4 milhes e meio de pessoas. Vamos supor que em cada residncia morem 4,5 pessoas, ou seja, temos cerca de1 milho de residncias na regio metropolitana, todas consumindo gua. O valor mdio da conta de gua, na melhor das hipteses, de R$ 50: s aqui j so

    Quais so as principais fontes de abastecimento de gua da grande BH?

    So seis os grandes sistemas que abastecem Belo Horizonte, mas o maior de todos o Rio das Velhas. Eles fornecem entre 12 e 13m de gua por segundo, o suficiente para abastecer toda a populao da Nova Zelndia. Os moradores de Belo Horizonte muito raramente tm lembranas de falta de gua na cidade, j em Recife, por exemplo, falta gua frequentemente. Um caderno da Folha de So Paulo tem informaes sobre falta de gua quase todos os dias, em determinados bairros. Muitas cidades padecem com esse problema, ento podemos dizer que Belo Horizonte tem uma das

    55CARPE DIEM

    Entrevista

    Foto: Divulgao

  • Velhas e o So Francisco?

    Belo Horizonte abastecida pelo Rio das Velhas. Alm disso, os despejos tratados so jogados no Rio Arrudas, que afluente do Rio das Velhas. Belo Horizonte afeta tanto quanto qualquer grande cidade, mesmo tratando os esgotos s agora.

    No que se baseia o parmetro de consumo de gua em escala mundial? Existe algum tipo de padro?

    O